Confira a entrevista com os quatro candidatos à Presidência do Sindicato dos Arrumadores de Paranaguá e Pontal do Paraná

No dia 2 de março, às 17h, ocorre a eleição para a Presidência do Sindicato dos Arrumadores e Trabalhadores Portuários Avulsos de Capatazia de Paranaguá e Pontal do Paraná (Sindacapp). Ao todo, são 500 associados aptos a participar da votação, que ocorrerá na sede do sindicato.
O JB Litoral conversou com os candidatos das quatro chapas, que foram questionados com as seguintes perguntas: Por que você quer ser presidente do sindicato? E quais sãos as principais propostas da sua chapa?
As entrevistas foram publicadas na ordem das inscrições das chapas.
Chapa 1
A Chapa 1 é presidida por Eliel Teodoro dos Santos, atual presidente, que assumiu o cargo após a morte de Oziel Serafim Felisbino, no ano passado. A diretoria da chapa também é composta pelo diretor-secretário Cláudio Paes Landim, pelo diretor-tesoureiro João Guilherme Rodrigues Poleti e pelo diretor-social Valfrido Ferreira dos Santos.
“Estamos na segunda gestão e quero ser presidente para continuar um sindicato forte, representativo e que defende seus interesses. Nós temos uma ameaça que está em Brasília, um anteprojeto de lei que quer tirar a nossa exclusividade. Essa palavrinha está sendo discutida em dois âmbitos, numa ação ADI, ação direta de inconstitucionalidade, no STF, pedindo a exclusão, a extinção da palavra exclusividade, porque só nós, TPAs, trabalhadores portuários, somos exclusivos de trabalhar no porto público, então a gente precisa manter, precisa defender isso lá em Brasília. Temos conhecimento no sindicato e um bom relacionamento com nossas federações, para poder estar atuando junto”, justifica Santos sobre a candidatura.
Entre as propostas da chapa 1 estão: estender o plano de saúde para mais familiares de associados, a reforma da sede administrativa, além da compra de veículos novos para o sindicato.
“Nós ficamos impedidos de pôr em prática esses projetos por conta da falta de dinheiro. Nós pagamos uma dívida milionária que se arrastava mais de 30 anos. Passamos duas gestões pagando a dívida do sindicato, terminamos de pagar agora. Então nós temos a intenção de fazer tudo isso e muito mais”, comenta.
Chapa 2
A Chapa 2 é presidida por João Claudio Marques. A diretoria é composta pelo diretor-secretário João Batista da Silva Pereira, o diretor-tesoureiro Luis Carlos Alvez Rodrigues e o diretor-social Leonel Ferreira Xavier.
“Quero ser presidente novamente, pois tenho bastante experiência. Também vejo que a renovação se faz necessária, porque a Chapa 1 que está concorrendo quer ir para o terceiro mandato. Eu não concordo com isso. Acredito que nós temos que mudar o Estatuto para apenas eleição e reeleição”, afirma Marques.
Na opinião de Marques, o sindicato perdeu a característica de defesa do trabalhador. “Precisamos melhorar o diálogo com o trabalhador portuário para que possamos chegar em um denominador comum em algumas fainas, principalmente a faina de carga e descarga de veículos. Recentemente, foi resolvido com os estivadores a questão do ganho. Aumentou o ganho, mas nós ficamos de fora”, disse.
Entre as 18 propostas da chapa 2 estão: a compra de duas vans para viagens até Curitiba e região; a devolução da “joia” paga pelo associado assim que ele entra no sindicato; propor à empresa Marcon uma sistemática de remuneração para que seja feito o pagamento por unidade de veículos; cinto de segurança para cada associado.
Chapa 3
A Chapa 3 é presidida por Wanderley Correa. A diretoria é composta pelo diretor-secretário Marcos Aurélio Cardosos, o diretor-tesoureiro Sandro dos Santos Pereira e o diretor-social Emerson Luis Cunha Crisanto.
“Eu quero lutar pelos direitos adquiridos por lei dos trabalhadores, pois eles estão sendo perdidos nos últimos anos”, justifica Correia sobre sua candidatura.
Entre as propostas apresentadas pela chapa 3 estão: diminuir o salário dos 6 diretores executivos; plano de saúde para as esposas dos associados 100% mantido pelo sindicato; aquisição de dois veículos para assistência social dos associados que precisam ir até Curitiba; além de defender o direito do trabalhador.
“Quero fazer com que a chamada seja respeitada dentro da lei, onde o trabalhador tem o direito de escolher se engajar na melhor faina, ou seja, do maior ganho para o menor. Defender o trabalhador nas punições das paritárias, onde o trabalhador vem sendo punido, sem direito de defesa, ou seja, se você aceita a punição leva 5 dias de afastamento, se for tentar se defender, leva 10, 15 dias de suspensão”, explica.
Chapa 4
A Chapa 4 é presidida por Jamil Hage. A diretoria é composta pelo diretor-secretário Silmare dos Santos Constantino, o diretor-tesoureiro Gercy de Almeida França Filho e o diretor-social Renato do Nascimento Cardoso.
“O principal objetivo de ser o presidente de um sindicato de tamanha importância para o Porto de Paranaguá é se importar com o trabalhador e sua família de maneira igualitária. É de fechar convenção, acordos coletivos ou convenção coletiva de trabalho em que a gente não perca a nossa dignidade, que é o nosso ganho”, enfatiza Hage.
Segundo o candidato, a principal proposta é “destravar a hora”, como diz a lei 12815/13, conhecida como Lei dos Portos, além de reivindicar os 40% da produção, conforme decisão do Superior Tribunal Federal (STF).
