Enquanto a preocupação for jogar no colo do outro, nosso patrimônio vai sendo destruído
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, é responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Cabe ao órgão proteger e promover os bens culturais do país, assegurando sua permanência e o acesso das gerações presentes e futuras. No entanto, a teoria está bem distante do que vivenciamos na prática.

O Iphan possui 27 superintendências, uma em cada unidade federativa, além de 37 escritórios técnicos, em sua maioria em cidades históricas, e seis unidades especiais, quatro delas no Rio de Janeiro e duas em Brasília. Nenhuma no Paraná. Apenas a Superintendência, instalada na capital. Ainda assim, o Estado concentra bens protegidos em diversos municípios, além dos conjuntos urbanos de Antonina, Lapa e Paranaguá, e do Parque Nacional do Iguaçu. Mesmo concentrando dois dos três conjuntos urbanos tombados, o que vivenciamos no Litoral é um verdadeiro abandono por parte do Iphan. A fiscalização é inexpressiva e a morosidade absurda, o que desestimula qualquer iniciativa privada interessada em preservar o casario histórico. “Apenas” esses dois pontos já são suficientes para barrar o “usufruto para as gerações presentes e futuras” mencionado pelo próprio instituto.
Precisamos de um órgão presente, atuante, mais preocupado em preservar o nosso patrimônio do que em arranjar desculpas ou transferir responsabilidades a quem não cabe.
