A conivência com o ilegal que prejudica o cidadão!

por Redação JB Litoral
13/01/2015 19:00 (Última atualização: 13/01/2015)

A máxima de que a justiça tarda masnão falha, só se justifica quando prevalece o correto acima do ilegal, quando não existe conivência da própria justiça com o vício de origem da ilegalidade. Isto deveria ser fato no país e, principalmente em Paranaguá.

Mas não é isso que tem ocorrido com a ocupação da área portuária nos últimos anos e resultou em prejuízos irrecuperáveis para o cidadão e feridas jamais fechadas para muitas famílias.
Em 2004 o Governo do Paraná, através da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA),destruiu com tratores, 24 cantinas que trabalhavam há anos no pátio de triagem; antes, porém, haviam retirado outras que ficavam ao longo na Avenida Portuária, para investir na concretagem das vias de acesso.

Compactuaram com a ilegalidade durante décadas para “acordar” de sobressalto, para a necessária regularidade. Agora, a história se repete com 18 cantinas, um posto telefônico e até um posto bancário que a APPA quer desalojar e colocar chão abaixo,na Rua Manoel Bonifácio. O comandante da Guarda Portuária, pessoalmente, pediu aos cantineiros que desocupassem o local onde ganham o pão de cada dia, da noite para o dia, sem ao menos, assegurar o ressarcimento do imóvel construído.

Para justificar a retomada da área, na reportagem do JB,a APPA denunciou a existência da venda de drogas e prática de prostituição nos locais, alegando que isso pode elevar os riscos a toda A classe trabalhadora. Sem explicar ao JBde onde obteve essa informação, a APPA gerou uma situação constrangedora para as famílias que trabalham nas cantinas.

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Nova batalha jurídica se avizinha, uma vez que os permissionários se uniram e constituíram advogado para defendê-los daquilo que consideram uma injustiça intempestiva.
A reportagem que trazemos na página 3, mostra a unanimidade dos ocupantes dos estabelecimentos comerciais em atender à decisão da justiça, mas com amplo direito de ressarcimento e o tempo necessário para uma desocupação sem maiores prejuízos.

Resta saber, se haverá por parte daAPPA, o bom senso de atender a esta justa reivindicação e fazer uma retomada de forma que agrade a todos os interessados.

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