Abitur foca atuação na melhoria da infraestrutura e preservação ambiental

por Redação JB Litoral
15/01/2021 18:18 (Última atualização: 15/01/2021)

Presidente da Abitur recebe o título de Amigo da Capitania do Capitão dos Portos do Paraná, Rogerio Antunes Machado

Amanda Yargas 

Em 2021, a Associação Brasileira de Ilhas Turísticas (Abitur) pretende focar sua atuação na conscientização ambiental e em projetos de infraestrutura. Segundo Rafael Guttierres Junior, presidente da entidade, a Abitur tem trabalhado em parceria com o Ministério do Turismo, alinhando suas ações com políticas públicas voltadas ao setor.  

Apesar de a maior meta da entidade, segundo o presidente, ser a preservação desses paraísos oceânicos, ele considera que ela ainda tem outras funções importantes. “Nossas ilhas são paradisíacas, mas são também pontos estratégicos de segurança nacional, além de referências de navegação”, pontuou. 

Cinco ilhas fazem parte da associação no momento: Ilha do Mel-PR, Ilhabela-SP, Ilha Grande/Angra dos Reis-RJ, Fernando de Noronha-PE e Ilha de Marajó-PA. Outras três estão em processo de associação: Morro de São Paulo e Boipeba-BA, Parintins-AM e Ilha João da Cunha, mais conhecida como Ilha de Porto Belo-SC. 

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Atuação com o Ministério do Turismo pretende preparar ilhas para padrão turístico internacional. Foto: Arnaldo Alves / AEN.

A Abitur foi criada em 2014 por iniciativa paranaense e, de lá para cá, além de ter conseguido uma cadeira no Conselho Nacional de Turismo (CNT), promoveu encontros entre empresários das ilhas associadas para incentivar a troca de ideias, conhecimento e experiências, além do incremento dos negócios locais. O presidente disse que o acordo com o Ministério é focar em um número restrito de ilhas para conseguir desenvolver cada uma em sua completa potencialidade. “Queremos deixar as ilhas dentro do padrão de turismo internacional”, ressaltou Gutierres. 

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Projetos de reforma e divulgação 

Um dos propósitos da associação é ter uma parceria com a Marinha do Brasil para a recuperação de estruturas e monumentos. “Há um Acordo de Cooperação sendo negociado com a Marinha para a recuperação dos faróis. Vamos dar início com o Farol da Ilha do Mel, com a sua recuperação total. Será feita toda a sua lavagem para fazer uma nova pintura”. A ideia é que esta reforma inicial no Farol da Ilha do Mel, que, de acordo com Guttierres está sendo preparada há alguns anos, funcione como referência para outras recuperações nas ilhas associadas. “A expectativa é que o Ministério do Turismo dê abertura para projetos de infraestrutura que venham ao encontro das prioridades de cada ilha”, afirmou. 

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A associação negocia com a Marinha Acordo de Cooperação para fazer uma reforma completa no Farol das Conchas. Foto: SEDEST

Além disso, ele conta que a Associação teve um projeto aprovado pela antiga Lei Rouanet. “O Livro das Ilhas Brasileiras, é uma memória com fotografias contando a história de cada ilha, do seu povo e como começou a colonização dentro das ilhas”. O intuito era que o livro fosse bilíngue, em português e inglês, e que pudesse servir ainda como forma de divulgação das belezas naturais e da cultura local das ilhas. “Ele pode ser inclusive utilizado pela Embratur, que faz a divulgação do turismo brasileiro internacionalmente, como referência de divulgação do nosso produto, que são as ilhas turísticas”.  

No entanto, o presidente lamentou que a pandemia dificultou a captação de recursos. Ele disse esperar que haja uma prorrogação do prazo, que acabou em 31 de dezembro. Mas vale lembrar que esse tempo já foi dilatado pela atual Secretaria Especial da Cultura do governo federal, como forma de amenizar os efeitos da crise. “A gente faz parte do Conselho Nacional representando as ilhas e não tem um material referente ao resgate cultural e histórico de cada ilha, então é interesse também do governo federal um projeto dessa magnitude. Acredito que não vai ter problema conseguir a renovação por conta da importância desse projeto. Mas se for necessário, entraremos com um novo pedido”, enfatizou.

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