Nos Acréscimos

por Redação JB Litoral jornalismo@jornaldosbairroslitoral.com.br
02/03/2021 18:06 (Última atualização: 02/03/2021)

por Marinna Protasiewytch

É…. nem bem começou o Campeonato Paranaense e a gente já está aqui falando dos problemas que a competição estadual tem gerado. Em apenas três dias o que já estava definido a praticamente um mês caiu por terra. Das seis partidas marcadas para acontecer nesse fim de semana, apenas duas foram realizadas. O Cianorte venceu o Athletico por 1 a 0 dentro de casa e o Operário empatou com o Azuriz pelo placar de 1 a 1.

Jogos realizados a parte, isso porque o que houve neste primeiro momento de Paranaense foi de proporções inimagináveis. Levar uma delegação de leste para o oeste, como fez o Rio Branco, exige dinheiro, exige trabalho, exige logística e exige ANTECIPAÇÃO! Tá aí a palavra-chave que deveria servir de guia para todos que estão tomando medidas que mexem com a vida alheia neste momento.

A pandemia é o principal problema do mundo hoje em dia. No entanto, vocês devem concordar comigo que seria possível avisar os clubes, ao menos na sexta-feira (26), logo no início da tarde, de que os jogos não seriam realizados. O adiamento demonstra uma total falta de comunicação entre Secretaria Estadual da Saúde, na pessoa do secretário Beto Preto, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) e o Ministério Público. Veja, adiar não seria um problema se os clubes não tivessem viajado rumo às cidades de partida.

Dá uma olhada no prejuízo! Foram 1.712 quilômetros rodados em vão. Só o Rio Branco perdeu cerca de R$ 20 mil nessa “brincadeira”. Resta saber, quem vai arcar com o prejuízo? A prefeitura? A SESA? A FPF? O que imagino, posso até estar equivocada, é que os clubes devem morrer com essa dívida…

Quilômetros percorridos em vão:

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  • Rio Branco 598 km
  • Paraná Clube 501 km
  • Cascavel CR 501 km
  • Maringá 112 km

Enfim, a hipocrisia

Nos Acréscimos 1

Algo curioso e que não pode deixar de ser citado foi a reação da prefeitura de Londrina, que chamou a Guarda Municipal para impedir o jogo entre o LEC e o Maringá, no Estádio do Café. Pelo menos, cinco viaturas foram deslocadas, entraram no gramado, uma delas chegou a estacionar dentro da grande área. Uma grande força policial, que não vemos cumprindo, por exemplo, a fiscalização das medidas em bares, restaurantes e afins. Fica a reflexão, será que falta efetivo ou vontade de cumprir o decreto para a sociedade em geral, com aplicação de multas para CNPJs e CPFs.

Diálogo e cabeças pensantes

sabendo que tudo que tem conversa, pode ser mudado, acompanhei a forma de pensar de Federação Gaúcha de Futebol e a prefeitura de Porto Alegre. Existe o decreto lá também, inclusive com toque de recolher. Mas ao invés de transformar o Campeonato Gaúcho em um caos, como ocorreu aqui no Paraná, eles postergaram as partidas para 21h, já que com o toque de recolher os bares estarão fechados e os torcedores deverão acompanhar os jogos em casa.

Poderia ser adotado por aqui também, não é mesmo?

Infelizmente, o que nós vamos acompanhar nas próximas semanas é a destruição do futebol estadual. Mais paralisação, desta vez com culpados pela falta de planejamento. Adiamentos, encavalamento das partidas e aquele drama, vivido em 2020, sendo reprisado como um déjà-vu.

TABELA PARANAENSE 28/02

CEquipePtsJogosVEDSG
Cianorte311001
Operário111100
Azuriz111100
Cascavel CR000000
Coritiba000000
FC Cascavel000000
Londrina000000
Maringá000000
Paraná Clube000000
10ºRio Branco000000
11ºToledo000000
12ºAthletico01001-1

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