Altar do século 18 volta para Fortaleza da Ilha do Mel

O móvel que pertencia, originalmente, à Capela do Forte, estava sob os cuidados da comunidade insulana.

por Redação JB Litoral
27/01/2016 10:00 (Última atualização: 27/01/2016)

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A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, recebeu da comunidade da Ilha do Mel, um altar do Século XVIII, pertencente originalmente à Capela do Forte. Hoje está instalada na casa principal da Fortaleza.

Esse altar estava sob os cuidados de pessoas da comunidade e a entrega foi autorizada pelo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), José La Pastina.[tabelas]Representantes do Conselho Municipal de Políticas Culturais, a Fundação Municipal de Cultura (Fumcul) da Prefeitura de Paranaguá e da comunidade local estiveram presentes na cerimônia de devolução do Altar.

Patrimônio Histórico

A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres foi construída na parte norte da Ilha do Mel, na entrada da Baía de Paranaguá, entre 1767 e 1770. Está instalada no sopé do Morro da Baleia, do qual foram retiradas as pedras para a sua edificação. É o único exemplar da arquitetura militar do século XVIII no Paraná e caracteriza-se como uma fortificação orgânica, isto é, adaptada à condição topográfica do sítio.

Erguida sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, por ser a padroeira da “Casa de Mateus” – família a que pertencia Dom Luiz Antônio de Souza Botelho, responsável pela construção da fortaleza –, abrigou até 1932 uma capela em louvor à santa.

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Manteve-se inicialmente com 12 peças de artilharia e um pequeno destacamento militar. A bateria de canhões no topo do morro foi instalada posteriormente, no início do século XX, mas não chegou a ser concluída.

Desde a sua construção, alternaram-se períodos de ocupação e abandono da edificação, que foi definitivamente desativada em 1954. Esse processo deixou marcas: demolições e acréscimos, além de vestígios encontrados durante as prospecções arqueológicas, tais como fragmentos de louças, as bases da antiga capela e indícios de sepultamento humano em local contíguo, projéteis de ferro, entre outros.

Devido à ação do tempo sobre o monumento, serviços de manutenção são exigidos constantemente e as restaurações empreendidas nos últimos anos buscaram reconstituir o espaço original sem, no entanto, omitir as intervenções realizadas.

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