Aposentado vira colecionador e, em dois anos, possui moedas brasileiras desde o Império e de 59 países

por Redação JB Litoral
06/10/2019 22:48 (Última atualização: 24/02/2020)

Despertado para o fascinante mundo das moedas, após descobrir algumas antigas que estavam esquecidas num fundo falso de um estojo de costura da mãe, o funcionário público aposentado, Renato Custel, em apenas dois anos como colecionador, já possui um acervo de 1.5 mil moedas, raras, do Brasil Império e de 59 diferentes países.    

Ele conta que nunca teve o hobby de colecionar, mas que em 2017, após o falecimento de sua mãe, ao rever seus pertences, se deparou com moedas de réis, cruzeiros e cruzados, e isto serviu de motivação para virar numismático, um colecionador de moedas.

Apesar de o pouco tempo investindo em sua coleção, Renato se tornou um expert em um assunto que não tinha conhecimento.

Detalhes que, diariamente, passam despercebidos da grande maioria das pessoas, não escapam aos olhos treinados de um conhecedor do assunto que, com pouco tempo deste passatempo, fez do aposentado um especialista e atento observador das moedas.

Ele explica que, para quem participa deste mercado, existem diferentes tipos de moedas. A principal delas é a “flor de cunha”, que são as novas, taxadas de virgens, saídas lacradas do banco e que não circularam no comércio.  Elas são adquiridas em pacotes de 100 unidades no próprio banco, de colecionadores e em um comércio que ainda não as colocou para circular. Tem a “soberba”, que são moedas novas consumidas no comércio e são bem conservadas. Existe ainda a “MBC”, sigla de Muito Bem Cuidada, com circulação, mas bem conservadas, inclusive com as ranhuras. E, finalmente, a comum, que passa por diversas pessoas, desgastada e sequer tem as ranhuras. Todas elas são possíveis de conseguir, independente do ano e país, porém, conforme sua tiragem, o preço varia significativamente. Mas, quanto mais antiga, o valor é mais alto.

Moeda de 2 centavos e a furada do Japão

Em seu rico acervo, existem álbuns fechados das Olimpíadas no país, inclusive o de edição limitada da realizada no Rio de Janeiro, de todos os planos financeiros do Governo Federal e de diversas datas históricas e festivas da história do Brasil, em homenagem a personagens da política brasileira, desde Duque de Caixias e Getúlio Vargas. Ele exibe com orgulho uma moeda rara, guardada em estojo único, de 1822, da época da Independência do Brasil, a mais antiga em seu poder. Possui, ainda, uma de 10 réis de prata, de 1913 que, hoje, custa mais de R$ 100 para venda. Entre as antigas, ele possui ainda da época da Ordem do Brasil Império.
 

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Existem algumas com motivo ambiental e a série de R$ 1, considerada a mais valiosa entre os numismáticos, a da Declaração dos Direitos Humanos, que teve uma tiragem de apenas 600 mil unidades e, hoje, cada uma vale até R$ 200.

Entre os planos econômicos feitos pelos muitos presidentes que passaram pela República, Renato possui todas as cunhadas do Brasil Cruzeiro 1942 a 1967 e do Plano Real de 1994. A de R$ 1 da série não custa menos de R$ 150.
 

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O colecionador possui, também, moedas curiosas, como as únicas feitas de 2 centavos dos anos de 1967 e 1969 e, entre as estrangeiras, as que os japoneses faziam um furo no centro para andar com elas penduradas no pescoço e que não perdiam seu valor no mercado. Das moedas recentes, o aposentado destaca a mais nova de R$ 1, que traz o desenho de um Beija-flor e que comemora os 25 anos do Plano Real e, hoje, não se vende por menos de R$ 250.

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