Câmara de Guaratuba rejeita investigação contra prefeito por ameaça de demissões após baixa votação do deputado Nelson Justus

por Redação JB Litoral
16/10/2018 00:00 (Última atualização: 16/10/2018)

A Câmara Municipal de Guaratuba, no litoral do Paraná, rejeitou na noite de segunda-feira (15) a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suspeita de crimes administrativos cometidos pelo prefeito Roberto Justus (DEM).
 

Se fosse aprovada, a comissão investigaria o caso envolvendo um áudio em que o prefeito ameaça demitir quase 100 servidores comissionados por causa da baixa votação do pai dele, o deputado estadual Nelson Justus (DEM).

A votação terminou em oito votos contrários à abertura da CPI, contra quatro favoráveis.

Segundo o requerimento, a CPI investigaria os crimes de quebra de decoro, ameaça, abuso de poder econômico e político por parte do prefeito.

Depois do vazamento do áudio, Roberto Justus disse que gravou a mensagem em um momento de forte emoção. Ele ressaltou que pediu desculpas e que não demitiu ninguém.

Votação

O deputado Nelson Justus, pai do prefeito, obteve pouco mais de três mil votos na cidade, reduto eleitoral do político. Ele perdeu, no município, para o candidato Maurício Lense (PPS), que recebeu 6.098 votos em Guaratuba.

Apesar da baixa votação, Justus foi reeleito deputado estadual com 38.349 votos no estado.
 

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Pedido de desculpas

Em uma mensagem publicada no Facebook depois do vazamento do áudio, que causou mal-estar na Câmara Municipal e foi debatido entre os parlamentares, o prefeito se desculpou e negou que pretendia demitir os servidores.

A mensagem, no entanto, foi excluída por ele horas depois.

A Prefeitura de Guaratuba afirmou, em nota, que o áudio foi encaminhado de forma restrita e vazado sem autorização.
 

"Nenhum dos fatos narrados no áudio foram sequer considerados na medida em que arrefecidos os ânimos", segundo o município, que também afirmou que o prefeito esclareceu a situação com os secretários.

 

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