A Prefeitura de Pontal do Paraná concluiu a reforma e ampliação do Serviço de Acolhimento Institucional Abrigo Corais do Mar, unidade responsável pelo atendimento temporário de crianças e adolescentes acolhidos por medida de proteção judicial no município. As obras incluíram melhorias estruturais, ampliação da capacidade de atendimento, adequações de acessibilidade e reforço na equipe de profissionais.

Segundo a administração municipal, a obra recebeu investimento de R$ 225 mil em recursos próprios e teve como foco oferecer melhores condições de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Entre as principais mudanças realizadas estão a ampliação de 25% na capacidade dos dormitórios, criação de novos espaços de convivência, reforma do setor administrativo, instalação de novo piso, pintura interna e externa e ampliação de salas utilizadas nas atividades diárias da unidade.
O abrigo também passou a contar com banheiro adaptado para pessoas com deficiência, garantindo acessibilidade aos acolhidos e visitantes. Além disso, novos móveis foram adquiridos e armários individuais passaram a integrar os dormitórios.
Outra mudança anunciada pela prefeitura foi a ampliação de 33,3% no quadro de funcionários do abrigo. A medida busca reforçar o acompanhamento diário e melhorar o suporte prestado às crianças e adolescentes atendidos pela instituição.
O local possui capacidade para até 20 acolhidos e oferece alimentação, acompanhamento técnico, acesso à escola, atividades culturais e esportivas, além de atendimento realizado por profissionais da assistência social e psicologia.
O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho (MDB), o Rudão, afirmou que a conclusão da obra atende uma demanda antiga da rede municipal de assistência social. “Essa reforma traz uma nova condição de atendimento para o Abrigo Corais do Mar. A estrutura foi ampliada para oferecer mais espaço, organização e melhores condições para as crianças, adolescentes e para os profissionais que atuam diariamente no local”, declarou.
A secretária municipal da Família e Desenvolvimento Social, Kathia Salomão, destacou as mudanças na rotina da unidade após a conclusão das melhorias. “Recebemos adequações importantes nos espaços de convivência, dormitórios e área administrativa. Também organizamos os ambientes com novos móveis, armários individuais e ampliação da equipe de atendimento, proporcionando melhores condições para os acolhidos e para os servidores que atuam na unidade”, afirmou.
Acolhimento provisório
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os serviços de acolhimento institucional devem funcionar em ambiente semelhante ao de uma residência e ter capacidade máxima de até 20 crianças e adolescentes por unidade, garantindo condições dignas de atendimento.
O Conselho Nacional de Justiça aponta que situações de negligência, abandono, violência ou violação de direitos fundamentais estão entre os principais motivos que levam ao acolhimento institucional de crianças e adolescentes no Brasil. O afastamento familiar, porém, deve ocorrer apenas em situações de grave risco e, sempre que possível, priorizando posteriormente o retorno ao convívio familiar ou encaminhamento para família substituta.