Os alunos do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, voltam às aulas nesta segunda-feira (13), nove dias após o incêndio que destruiu o prédio da instituição.

As atividades passam a ser realizadas no Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar), localizado a aproximadamente 200 metros do colégio. A medida foi adotada para garantir a continuidade do calendário letivo e minimizar prejuízos pedagógicos aos 1,2 mil estudantes.
No novo espaço, os alunos foram organizados em 18 turmas no período da manhã e 15 no período da tarde. Os horários seguem inalterados: às 7h30 para o turno matutino e às 13h10 para o vespertino.
Durante a semana passada, parte dos estudantes já havia retornado às atividades presenciais de forma provisória na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), onde cerca de 550 alunos foram atendidos. Com a finalização das adaptações na estrutura do Isulpar, todas as turmas passam agora a ser concentradas no novo local.
Segundo o chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, Paulo Penteado, a mudança foi planejada em conjunto com a comunidade escolar. “Toda alteração foi construída em diálogo com a direção da escola, professores e pais, garantindo uma transição organizada e sem prejuízos”, afirmou.
Retomada gradual
O retorno das atividades ocorreu de forma escalonada ao longo da última semana. Na terça-feira (7), os trabalhos foram retomados pelos profissionais da educação. Já na quarta-feira (8), cerca de 100 alunos das turmas de formação de docentes voltaram às aulas presenciais na Unespar (Universidade Estadual do Paraná).
Entre quinta-feira (9) e sexta-feira (10), outros 450 estudantes do ensino médio também retornaram, priorizando turmas em fase de conclusão e preparação para vestibulares e o Enem.
Estrutura adaptada
Para receber os alunos do Instituto de Educação, o Isulpar realizou uma série de ajustes internos. De acordo com a direção, houve reorganização das turmas da própria instituição, além da definição de novos protocolos de horários e circulação.
Entre as medidas estudadas estão a separação de entradas e intervalos, bem como a utilização de blocos distintos, com o objetivo de garantir a segurança e a organização dos estudantes.
Além disso, o JB Litoral conversou com o diretor de graduação da instituição, Bruno Gasparini. Segundo ele, o processo exigiu garantias legais e compensação financeira. “A cessão não será gratuita. É necessário prever os custos e garantir segurança jurídica, especialmente porque o ressarcimento ocorre posteriormente”, afirmou.
Perícia e reconstrução
O prédio do Instituto de Educação permanece isolado. A Polícia Científica concluiu a coleta de vestígios no local e segue com a perícia que irá apontar as causas do incêndio.
Após a emissão do laudo, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) deverá realizar uma avaliação técnica para definir as etapas de restauração do imóvel, que é tombado como patrimônio histórico de Paranaguá e completaria 100 anos em 2027.
O incêndio, registrado no último sábado (4), destruiu grande parte da estrutura do colégio e provocou uma mobilização emergencial das autoridades para garantir a continuidade das aulas.