Além de Paranaguá, Antonina também realizou o desfile das escolas de samba no domingo (15). O evento integrou a programação do “Carnaval por Natureza”, tema escolhido para a festividade deste ano. O Carnaval 2026 em Antonina contou com desfiles marcados pela valorização da cultura, da história e da identidade brasileira, com enredos que transitaram entre religiosidade, memória histórica e diversidade cultural.

A AESBA (Associação das Escolas de Samba, Blocos Carnavalescos e Folclóricos de Antonina) iniciou o desfile com a Escola Batuqueiros do Samba, seguida da Unidos do Portinho, Filhos da Capela, Escola de Samba do Batel e Leões de Ouro, encerrando o evento.
O secretário de Governo e Planejamento, responsável pelo setor de Cultura em Antonina, Rafael Camargo, acompanhou desde a organização até toda a execução do desfile. Segundo ele, o evento foi um sucesso.
“Turistas e foliões estão brincando e aproveitando dentro de um evento bem planejado, coroado de muitas atrações para todas as idades. Um ambiente seguro e familiar proporcionam a todos a possibilidade de desfrutar com segurança e alegria estes cinco dias de festa”, disse Rafael.
O desfile foi transmitido pela Paraná Turismo e pelo JB Litoral no Facebook, o que, de acordo com o secretário, engrandeceu o espetáculo. “O desfile das escolas foi um espetáculo a parte, muita animação, enredos potentes e a energia contagiante. A volta da transmissão colocou na vitrine a cidade e seu Carnaval centenário. Ainda tem mais dois dias de festa e celebração!”, enfatizou Rafael.
Batuqueiros do Samba
A Batuqueiros do Samba levou para a avenida o enredo “Antonina de Todos os Terreiros”, uma homenagem à Umbanda e aos personagens que ajudaram a construir a história religiosa da cidade. O desfile destacou a força dos orixás, a ancestralidade e a resistência contra a intolerância religiosa. Alas e alegorias representaram entidades espirituais, curandeiras, caboclos e elementos da natureza, reforçando a fé e a tradição dos terreiros locais.
Unidos do Portinho
Já a Unidos do Portinho, fundada em 1979, levou para a avenida o enredo inspirado na chegada dos portugueses ao Brasil, narrando a viagem de Pedro Álvares Cabral. O desfile percorreu momentos históricos da navegação, o encontro entre portugueses e povos indígenas, além das especiarias, caravelas e símbolos da época, transformando a história em espetáculo carnavalesco.
Escola de Samba do Batel
A Escola de Samba do Batel, com o enredo “Meu Brasil Brasileiro”, fez uma viagem cultural pelo país, celebrando a formação da identidade nacional por meio da mistura de povos, ritmos e tradições. O desfile abordou manifestações populares como frevo, Bumba Meu Boi e cangaço, além da religiosidade, da herança africana e das diferentes regiões brasileiras, encerrando com o samba como símbolo máximo da cultura nacional.
Filhos da Capela
A Filhos da Capela elaborou o enredo “Samba – benção que alegra, consola e enfeita a vida do povo brasileiro”. A ideia foi celebrar a trajetória do samba como uma das maiores expressões culturais do país.
O desfile resgatou as origens africanas do ritmo, surgidas nos quilombos e terreiros, passando pelo samba de roda na Bahia até seu fortalecimento nos morros do Rio de Janeiro. Dentro da temática, a escola conectou a história nacional à tradição carnavalesca de Antonina, reforçando o papel do samba como elemento de identidade, alegria e união popular.
Leões de Ouro
A Escola Leões de Ouro levou o enredo “Do Chão da Terra Nasce o Mito: O Folclore que nos faz Brasil”, falando de mitos, lendas, danças e costumes que atravessaram gerações, especialmente no Nordeste do Brasil. A escola celebrou o folclore como voz ancestral, poesia popular e identidade viva.
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