Celebração e inclusão: alunos com deficiência têm dia de diversão em hotel


Por Luiza Rampelotti

Na terça-feira (5), o Hotel Mata Atlântica, em Paranaguá, foi palco de um evento que, dificilmente será esquecido, marcado por risos, aprendizado e novas amizades. O projeto “A Arte de Conhecer para Incluir”, idealizado pela Secretaria de Inclusão em parceria com a Secretaria de Educação, reuniu 50 alunos da Escola Municipal Eva Cavani para um dia de diversão, inclusão e desenvolvimento de habilidades.

A confraternização proporcionou uma oportunidade única de interação e aprendizado mútuo. No salão de jogos e nas piscinas do Hotel Mata Atlântica, os alunos mergulharam em um dia repleto de atividades e muita alegria.

A secretária de Inclusão, Camila Leite, ressaltou a importância desse dia. “Este evento reflete nosso compromisso com a promoção da inclusão e destaca a relevância de criar espaços de convivência que valorizem a diversidade e fortaleçam os laços entre os alunos”, disse ao JB Litoral.

De acordo com ela, a experiência de levar os alunos foi mais do que uma simples celebração, mas um passo para quebrar barreiras e proporcionar a eles uma vivência única. “Muitos deles nunca tiveram a chance de desfrutar de atividades como estas, e esta iniciativa não apenas destaca a importância da inclusão, mas também revela a transformação que ocorre quando oferecemos oportunidades iguais a todos. Estamos construindo memórias que vão além do dia de hoje, estamos construindo uma sociedade mais inclusiva e empática”, afirmou.

A diretora da Escola Eva Cavani, Patrícia Martins, também falou sobre a ação. “Essa foi mais uma atividade especial e gratificante para nossos estudantes e professores. Na oportunidade, foram proporcionados momentos de descontração, lazer e bem-estar para este grupo, finalizando os trabalhos dos estudantes do projeto A Arte de conhecer para incluir“, comentou.

A Arte de Conhecer para Incluir

O projeto, voltado para alunos acima de 35 anos da Escola Eva Cavani, visa ampliar a convivência social, criar autonomia e desenvolver habilidades manuais e cognitivas com a realização de oficinas de artesanato, culinária, pintura, peças teatrais, entre outras atividades.

Além disso, há ênfase na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Os materiais produzidos pelos alunos têm um destino especial: a Feira da Lua. Essa iniciativa visa não apenas consolidar o aprendizado, mas também criar uma fonte de recursos para os participantes.

Estamos construindo memórias que vão além do dia de hoje, estamos construindo uma sociedade mais inclusiva e empática“, disse a secretária Camila Leite. Foto: Secretaria de Inclusão

Camila Leite destacou que os recursos provenientes das vendas serão revertidos aos alunos, proporcionando a eles a oportunidade de desfrutar de passeios em grupo e colaborar no desenvolvimento de novas oficinas. Essa abordagem não apenas incentiva a autonomia dos participantes, mas também estimula a sustentabilidade financeira do projeto.

O objetivo é promover a inclusão de forma contínua, por isso, são direcionados esforços e recursos em prol da diversidade. Sendo assim, é importante estabelecer metas, medir, documentar e publicar os progressos que caminham em busca dessa transformação que estamos propondo“, concluiu a secretária.

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