
Por Luiza Rampelotti
Na manhã desta terça-feira (04), um fato inusitado surpreendeu os moradores da Rua João Estevão, no Centro Histórico de Paranaguá: uma cobra, de aproximadamente um metro e meio, estava livre e solta passeando pela área.
De acordo com a moradora Elza Leão, o animal apareceu ao lado de uma manilha, bem em frente à casa noturna Showphanas. “Ela surgiu ali, possivelmente veio do bueiro ou da Fonte Velha. Um homem que trabalha no Showphanas foi tentar espantá-la, mas ela meio que avançou e se escondeu do outro lado da rua”, conta.
Segundo ela, os moradores ligaram para o Ibama e para o Corpo de Bombeiros solicitando o recolhimento do réptil. “Os bombeiros chegaram e, em menos de dois minutos, resgataram a cobra, que descobrimos ser da espécie Caninana, que gosta de se alimentar de sapos e passarinhos”, diz.
O tenente Rodrigo Malaquias, do 8º Grupamento de Bombeiros (GB) de Paranaguá, falou sobre o resgate. “Essa cobra Caninana estava perto do Showphanas, na via pública. Os bombeiros fizeram o manejo dela utilizando um pinção de captura de répteis, que é uma ferramenta propícia para conseguir manter esse tipo de animal longe do corpo do operador para evitar acidentes”, explica.
Ele informa que, após capturada, a cobra foi levada até um trecho isolado de mata e libertada em seu ambiente natural, para que, assim, não retorne à área urbana. “Sempre que o cidadão se deparar com uma situação dessa, com um animal possivelmente peçonhento, recomendamos que ele evite fazer o manejo do bicho, nem tente retirá-lo utilizando cabo de vassoura ou, ainda, mata-lo, para não ocasionar acidentes. A orientação é para que a pessoa acione o Corpo de Bombeiros, que irá fazer a retirada do animal e coloca-lo em um ambiente seguro”, orienta Malaquias.
O biólogo Caio Fernandes explica que a espécie não é peçonhenta. “A Caninana não é venenosa e é bem comum em nossa região. Ela é uma ótima auxiliadora no controle de pragas urbanas, pois se alimenta de ratos e pequenos roedores”, diz.
Ele também comenta que, com a chegada do inverno, é possível que ela apareça com mais frequência no ambiente urbano. “Agora que está ficando mais frio, elas começam a se entocar porque têm a temperatura conforme o ambiente, então procuram locais mais quentes para poderem ficar”, conclui.