Consórcio vence edital do DER-PR para estudos ambientais e anteprojeto da estrada de Guaraqueçaba


Por Gabriela Perecin

Apesar do assunto ter sido retomado com força no fim do ano passado, ainda falta muito para a pavimentação da estrada de Guaraqueçaba sair do papel. Isso porque a obra é complexa e envolve estudos ambientais e de engenharia para ser executada. No entanto, o ano começou com notícias sobre o andamento deste processo.

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Estado afirmou que desde 2022 tem realizado serviços de manutenção na estrada. Foto: DER/PR

O JB Litoral segue acompanhando as etapas para a estrada que promete tirar Guaraqueçaba do isolamento. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) divulgou o resultado do julgamento das propostas do edital para elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e do anteprojeto de engenharia da pavimentação da PR-405, entre Guaraqueçaba e Antonina.

Em dezembro do ano passado, o Departamento analisou as propostas de três empresas interessadas na elaboração dos estudos. Ao todo, 10 participaram, com três delas atendendo aos critérios do edital.

De acordo com o DER/PR, o Consórcio SE – EIA/RIMA PR-405 (formado pelas empresas STE – Serviços Técnicos de Engenharia S.A. e Engemin – Engenharia e Geologia Ltda) foi classificado com a proposta de preços de R$ 6.952.631,57 e nota final de 93,732.

O prazo de elaboração do EIA/RIMA e do anteprojeto de pavimentação da PR-405 é de 24 meses. Foto: DER/PR

“O consórcio entregou a planilha de preços e a documentação, atualmente sendo analisados. A próxima etapa é a publicação do resultado dessa análise, seguido pelo período para interposição de recursos. O prazo de elaboração do EIA/RIMA e do anteprojeto de pavimentação da PR-405 é de 24 meses, após contratação e emissão de ordem de serviço”, explicou o DER/PR em nota ao JB Litoral.

Análise dos impactos ambientais

O trecho estudado começa em Guaraqueçaba e segue até o entroncamento com a PR-340, no território de Antonina, em uma extensão total de 76,61 quilômetros. O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) são levantamentos que apontam todos os possíveis impactos ambientais causados pela obra e opções para minimizar esses efeitos, garantindo que a pavimentação da rodovia seja feita de maneira sustentável, como explicou o DER.

Estudos devem considerar a riqueza natural da região e o patrimônio histórico e cultural. Foto: DER/PR

Também são consideradas a diversidade de fauna e flora, além do patrimônio arqueológico e cultural da região, qualidade do ar, ruídos, recursos hídricos, comunidades indígenas e tradicionais, entre outros aspectos que envolvem a localidade.

A obra deve contemplar, ainda, melhorias para o entroncamento com a PR-340, nos acessos para terras indígenas e comunidades, nos acessos para pontos turísticos e outros espaços de interesse público. O Estado afirmou que estão previstas melhorias também para 13 pontes do trecho e acostamentos e/ou áreas de estacionamento.

Os estudos devem atender demandas de outros órgãos envolvidos, como o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Conservação é realizada no trecho

O Governo do Estado afirmou que tem trabalhado na conservação da estrada em questão para garantir o tráfego de veículos. “Os serviços são realizados de forma rotineira, tendo começado em 2022. O investimento é de R$ 10.231.508,60”, divulgou o Estado.

Para conservar o trecho que liga Guaraqueçaba à Antonina, são realizados serviços como: conformação do subleito (ajuste do solo), regularização do leito com motoniveladora; cascalhamento; escavação de locais onde há necessidade do rebaixamento da plataforma da pista; execução de bueiros tubulares de concreto; escavação de valas; entre outros.

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