Conta de luz sobe mais de 20% no Paraná; veja como o reajuste afeta o seu bolso


Por Maisy Pires

Os consumidores paranaenses já vão sentir um novo impacto no orçamento na próxima fatura de luz. As contas de energia elétrica da Copel ficaram mais caras a partir desta quarta-feira (24), após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a revisão tarifária da concessionária. O reajuste médio é de 20,51%, enquanto para os consumidores residenciais o aumento médio ficou em 20%.

CONTA DE LUZ – FOTO COPEL
As novas tarifas entraram em vigor em 24 de junho. Foto: Copel

Na prática, uma família que pagava cerca de R$ 200 por mês de energia poderá desembolsar aproximadamente R$ 240. Já uma conta de R$ 300 pode passar para cerca de R$ 360, considerando apenas o reajuste tarifário, sem levar em conta alterações no consumo, bandeiras tarifárias ou tributos.

Além das residências, os consumidores cativos de baixa tensão — categoria que inclui pequenos comércios, iluminação pública e pequenas propriedades rurais — terão reajuste médio de 19,85%. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias, hospitais, shoppings e grandes empresas, o aumento médio será de 21,87%.

Ao todo, a revisão tarifária atinge cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras atendidas pela Copel em todo o Paraná.

Quando o reajuste será sentido?

As novas tarifas entraram em vigor em 24 de junho, mas o impacto na conta depende da data de leitura do medidor. A próxima fatura já poderá vir com parte ou todo o consumo calculado pela nova tarifa. Nos casos em que o período de faturamento abrange dias antes e depois do reajuste, a cobrança será proporcional. A partir da fatura seguinte, o consumo tende a ser cobrado integralmente pelos novos valores.

Revisão ocorre a cada cinco anos

Diferente do reajuste anual, a revisão tarifária periódica é realizada a cada cinco anos e tem como objetivo reavaliar os custos da distribuidora, os investimentos necessários para manutenção e expansão da rede elétrica, além das metas de qualidade do serviço e outros parâmetros regulatórios que compõem a tarifa.

A última revisão tarifária da Copel ocorreu em 2021. Já o reajuste anual mais recente foi aplicado em junho de 2025, quando as tarifas tiveram alta de 2,02%.

O que diz a Copel

Em nota enviada ao JB Litoral, a Copel afirmou que o índice de reajuste é definido pela Aneel e destacou que, mesmo com o aumento, a tarifa residencial do Paraná permanecerá entre as mais baixas do país, em torno de R$ 0,76 por quilowatt-hora (kWh).

A companhia atribui parte do aumento aos subsídios concedidos à geração distribuída de energia, especialmente aos sistemas de energia solar fotovoltaica. Segundo a empresa, esse fator representa cerca de 16% do reajuste aprovado pela Aneel.

Ainda de acordo com a Copel, esses incentivos são financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada por todos os consumidores, inclusive aqueles que não possuem geração própria de energia. A distribuidora informou que o número de unidades com geração distribuída no Paraná saltou de 55 mil em dezembro de 2020 para 677 mil em junho deste ano.

A empresa também destacou que apenas cerca de 20% do valor pago na conta de luz permanece com a Copel para custear a operação, manutenção e expansão da rede elétrica. Os outros 80% são destinados à compra e transmissão de energia, ao pagamento de encargos setoriais e aos subsídios previstos na legislação federal.

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