Criança de 7 anos é picada por jararaca dentro de casa, em Guaraqueçaba


Por Luiza Rampelotti

Uma criança de sete anos foi picada por uma cobra jararaca dentro de casa, em Guaraqueçaba, na manhã desta quinta-feira (1). Ela foi atendida no hospital do município e, em seguida, transferida para o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá.

A jararaca é a 4ª cobra mais perigosa do Brasil devido ao seu veneno. Com uma ação proteolítica, o veneno causa necrose e inchaço em quem for picado. Ele também pode causar tontura, náusea, vômitos, hemorragia e necrose que podem levar, em casos mais graves, a amputações dos membros afetados.

Segundo familiares, a menina acordou por volta das 6h30 e foi pegar uma banana, na cozinha. Ao movimentar o cacho, foi picada pela cobra, que estava enrolada nas frutas.

Como a família mora na comunidade do Bromado/Potinga, área afastada da sede, onde está localizado o Hospital Regional de Guaraqueçaba, e o caso aconteceu antes da abertura das unidades básicas de saúde (UBS), a criança foi levada para a casa da coordenadora da UBS Bom Samaritano, Joelma Reded, que mora em Tagaçaba.

Como eles moram em área afastada, chegaram na minha casa 7h40, mas contaram que o caso já tinha acontecido há uma hora. Eu acionei a equipe, o motorista de plantão, o marinheiro da ambulancha e a médica Santa Martins. Fizemos os primeiros socorros e ela foi encaminhada de ambulancha para o Hospital de Guaraqueçaba”, contou Joelma ao JB Litoral.

Após orientação do Centro de Informações Toxicológicas do Paraná, a criança foi transferida para o Hospital Regional do Litoral. Ela está estável.

Protocolo de atendimento

O coordenador da Vigilância em Saúde de Guaraqueçaba, Marionei de Lima Gomes, explica que em casos de acidentes com cobras, há um método a ser seguido pelos profissionais de saúde locais. “Após ser notificado, o paciente é encaminhado para o Hospital Regional de Guaraqueçaba, onde o médico plantonista avalia seu quadro clínico e onde é submetido a exames e cuidados de biossegurança, conforme o protocolo do Ministério da Saúde. Após avaliação, é iniciado o tratamento que é feito com o soro específico para cada tipo de envenenamento conforme a classificação quanto à gravidade. Em casos de complicações sistêmicas, o paciente é encaminhado para o Hospital Regional de Paranaguá, que é a nossa referência”, diz.

O biólogo Caio Fernandes conta que, apesar de a jararaca ser a 4ª cobra mais venenosa do Brasil, ela é a espécie que mais causa acidentes no Litoral. “Por ser região de Mata Atlântica, ela é a campeã regional em relação a acidentes”, finaliza.

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