De olho na temporada de 2025/2026, comércio ambulante de Guaratuba já começa a se organizar


Por Flávia Barros com Assessoria de Imprensa

A próxima temporada de verão só vai chegar daqui a pouco mais de oito meses, mas já tem gente pensando nela, em Guaratuba. Representantes do comércio ambulante e a Prefeitura se reuniram no último dia 3 e falaram sobre temas como as restrições e as alternativas para a venda de alimentos na faixa de areia.

Ambulantes participaram de primeira reunião para começar as tratativas para o comércio na areia da praia, durante o verão. Foto: Prefeitura de Guaratuba
Ambulantes participaram de primeira reunião para começar as tratativas para o comércio na areia da praia, durante o verão. Foto: Prefeitura de Guaratuba

Conforme informações da Administração Municipal, o encontro, que teve a participação da Fiscalização e da Vigilância Sanitária, atendeu a uma demanda de ambulantes que desejam preparar e comercializar alimentos diretamente na praia, como caipirinhas e pratos prontos.

Durante a conversa, foram esclarecidos os limites impostos pela legislação sanitária, que proíbe a manipulação de alimentos “in natura” e o trânsito com produtos abertos na areia. A medida pretende garantir a segurança alimentar e evitar riscos à saúde dos consumidores.

ALTERNATIVAS

Apesar das restrições, a Prefeitura apresentou alternativas para o segmento. A primeira é a venda de produtos registrados e embalados de forma adequada, respeitando as normas sanitárias e proibindo o uso de vidro, por questão de segurança. A segunda possibilidade é a criação futura de pontos fixos na orla, com carrinhos padronizados e equipados para permitir a manipulação segura dos alimentos, desde que sigam todas as exigências legais, informou a administração municipal, sem especificar se a medida pode passar a valer já a partir da próxima temporada.

MAIS REUNIÕES

Outro tema debatido, e que já preocupa desde temporadas passadas, foi o uso excessivo de “cardapeiros” por estabelecimentos fixos, que têm terceirizado a venda de seus produtos por meio de ambulantes – aquelas pessoas que abordam os turistas com cardápios e levam os visitantes que estão na orla até os estabelecimentos. De acordo com a Prefeitura, essa prática será revista para evitar o crescimento desordenado do comércio na praia.

Novas reuniões estão previstas com quiosqueiros e donos de restaurantes que atuam na orla.

O objetivo é garantir que todos os envolvidos estejam cientes das regras, promovendo um ambiente seguro, organizado e livre de surpresas na próxima temporada de verão”, informou a Prefeitura de Guaratuba.

CAPACITAÇÃO PARA AMBULANTES

Já o Consórcio Nova Ponte, executor da obra da Ponte de Guaratuba, promoveu uma série de cursos profissionalizantes para ambulantes que atuam no entorno do ferry-boat de Guaratuba, no mês de março. As capacitações tiveram como foco boas práticas de manipulação de alimentos, atendimento ao cliente e elaboração de currículo, entrevista de emprego e realocação no mercado de trabalho.

Os cursos fazem parte do Programa de Diversificação das Atividades Econômicas Produtivas, o qual tem como objetivo fomentar novas oportunidades de negócios e fortalecer a economia local por meio do incentivo à criação e ampliação de atividades produtivas.

O programa busca reduzir a dependência de setores específicos, promovendo a sustentabilidade econômica e social das comunidades. Um dos focos é preparar os ambulantes para novas oportunidades e expansão de negócios e vendas com a inauguração da Ponte de Guaratuba, prevista para ser entregue em abril de 2026.

Lúcio Rafael, presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes da Travessia de Guaratuba (AVATG), foi uma das pessoas que participou dos cursos.

Estamos adquirindo conhecimentos e mais para a frente, pós-ponte, o objetivo da associação é ter um espaço para fomentar o nosso comércio. Os cursos ofertados para nós estão sendo de muita importância e de valor. Agora todos têm essa vontade de empreender”, destacou.

Mesmo após a finalização da ponte, o ambulante também reforçou que a ideia é manter a tradição da venda da barquilha, da casquinha, do amendoim e de outros produtos, já tão conhecidos na travessia da balsa de Guaratuba.

Eu acho que está havendo um olhar um pouquinho mais carinhoso para nós vendedores, e os cursos abrem uma luz no fim do túnel. Não queremos deixar morrer essa cultura da venda da barquilha e outras coisas. Além dos 41 associados, temos outras 400 pessoas que dependem das vendas”, completou.

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