Declaração sobre ‘mulheres com câncer de próstata’ viraliza e vereador de Antonina se explica


Por Maisy Pires

A fala do vereador Vitor Fernandes (Progressista) durante a 15ª sessão da Câmara de Antonina, realizada na última terça-feira (18), repercutiu nas redes sociais após ele afirmar que “há casos de mulheres com câncer de próstata” e que o Novembro Azul seria “tanto para homens quanto para mulheres”. [Vídeo no final da reportagem].

ANTONINA CIDADE DAS AVES – VEREADOR VITOR FERNANDES (PP) 21.11.25 – Foto Maria Heiffer JB Litoral
O JB conversou com o vereador após a repercussão da fala. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

Durante a sessão, o vereador comentava sobre as campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, que tratam, respectivamente, da prevenção ao câncer de mama e ao câncer de próstata. Em sua fala, no plenário, ele afirmou que “assim também como há casos que tem homens que têm câncer de mama, há também casos de mulher que tem câncer de próstata. Então, o Novembro Azul é tanto para o homem quanto para mulher, assim como o Outubro Rosa também é tanto para mulher quanto para o homem.”

A declaração gerou repercussão negativa, pois a próstata é uma glândula exclusiva do sistema reprodutor masculino. Diante da reação do público, O JB Litoral conversou com o vereador. Segundo ele, a sua fala foi incompleta, já que o tempo no plenário teria se esgotado antes que pudesse concluir o raciocínio.

Vitor explicou ainda que o objetivo era reforçar que homens trans, pessoas que se identificam como mulheres, mas que ainda possuem próstata, também devem realizar exames preventivos relacionados ao câncer de próstata, e que os homens também podem desenvolver câncer de mama, embora a incidência seja baixa.

“Eu falava do Outubro Rosa, mês de prevenção do câncer de mama das mulheres, mas também aproveitei para explicar que os homens têm incidência, ainda que baixa, de câncer de mama. Quando mencionei o Novembro Azul, quis dizer que algumas mulheres — no caso, mulheres trans — também precisam fazer o exame e acompanhamento da próstata, porque ainda possuem o órgão,” explicou.

O vereador destacou ainda que pessoas trans enfrentam dificuldade no acesso a políticas públicas de saúde. “Por mais que a Justiça reconheça o direito delas, no poder público ainda não existem políticas adequadas, principalmente na saúde, para tratar esse público”, concluiu.

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