
O Projeto Social Ágape, da Primeira Igreja Batista de Paranaguá (PIB), inaugurou sua sede na quinta-feira (27). Localizado no Jardim Alvorada, o prédio atenderá crianças em situação de vulnerabilidade social e de risco.
A sede própria foi conquistada graças à participação na Feira da Partilha ao longo dos últimos anos. O espaço será aberto no início de 2023, quando todo acabamento já estiver finalizado.
“A inauguração da nossa sede traz um sentimento de vitória, é um sonho que se realizou. Nós trabalhamos com crianças desde 1996, mas já são quatro anos parados por conta de uma intervenção do Ministério Público e, também, da pandemia. Agora podemos sonhar com o retorno de uma forma triunfante e dando o espaço que as crianças merecem”, diz o presidente do projeto, pastor Nivaldo Cavallari.
Ele informa que no espaço haverá o atendimento de psicopedagogas, pedagogas, oficinas de artesanato e reforço escolar. “São ações para que possamos contribuir com a vida da criança e, com isso, darmos um acompanhamento para o crescimento moral e emocional”, completa.
Depois de quatro anos, atendimentos retornam em novembro
Atualmente, a entidade atende crianças que passaram por algum tipo de violência na faixa etária de 6 a 13 anos. A coordenadora pedagógica do projeto, Selma Meira, explica que o intuito é ampliar a faixa etária para atendimento.
“Nosso objetivo sempre foi trabalhar com as crianças em situação de risco e vulnerabilidade social. Nossa ideia nesse momento é ampliar a faixa etária para até 17 anos, oferecendo oficinas próprias para a idade. Por isso, estamos realizando o Projeto Político Pedagógico que é o que irá nos dar o norte de como teremos que trabalhar”, informa.
Desde 2018, o projeto estava paralisado devido a situações com o Ministério Público e, também, pela pandemia de coronavírus. Agora, com a conclusão da sede, os atendimentos serão retomados.
O pastor Nivaldo comenta que no início de novembro, o Projeto Social Ágape voltará a realizar os atendimentos em uma casa cedida e que fica localizada no bairro Eldorado. A princípio, serão 25 crianças atendidas.
“Quem encaminha essas crianças é o Poder Público, tanto a Prefeitura quanto Conselho Tutelar, Ministério Público etc. Atuamos em parceria. Assim que concluirmos nossa sede, passamos a atender no novo local”, diz ele.
Projeto Ágape
Fundo em 1º de abril de 1998, pela 1ª Igreja Batista de Paranaguá, sob a presidência do pastor Nivaldo Cavallari, o projeto se trata de uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, com natureza educacional e assistencial. O objetivo é viabilizar projetos sociais em parceria com órgãos governamentais e privados, visando atender crianças carentes.
Em 2016, o projeto Ágape recebeu R$ 190 mil da Receita Federal para aquisição de um terreno, que hoje é a sede da entidade. Em 2019, por meio da Feira da Partilha, foi contemplado com mais R$ 390 mil e, em 2021, R$ 75 mil.
A idealizadora da Feira da Partilha, Regina Daux, juntamente com a coordenadora, Lisangela Faucz, reforçam a importância da feira para as entidades assistenciais do Litoral. “A Feira da Partilha é uma benção e o que fazemos é realizar sonhos. As entidades têm um projeto que não conseguiriam recursos em lugar nenhum, a gente avalia e, por meio da Receita Federal, doamos as mercadorias, e depois eles concretizam”, comentam.
Regina conta que nos últimos quatro anos, mais de 80 obras foram realizadas e mais de 150 entidades do Litoral foram contempladas pela feira. “Para janeiro de 2023, quando teremos mais uma Feira da Partilha, já temos 22 entidades com projetos aprovados”, diz.
Feira da Partilha/Receita Federal
A Feira da Partilha é realizada por meio de parceria com a Receita Federal da 9ª Região, que abrange o Paraná e Santa Catarina, que doa mercadorias apreendidas em Foz do Iguaçu para as entidades dos dois estados.
O delegado da Receita Federal em Paranaguá, Gerson Zanetti Faucz, explica que a doação é realizada para instituições conhecidas, que façam o atendimento e acolhimento de pessoas em situação de necessidade em Paranaguá e Litoral. “Temos procurado ajudar projetos como este [Ágape], que é uma construção muito bonita e vai poder ajudar crianças necessitadas. Então é muito bacana vermos os projetos finalizados e, no final, o principal objetivo – as pessoas serem atendidas”, afirma.
Ele também informa que as feiras são realizadas há muitos anos, mas encerraram em 2010 e retornaram em 2019, sob organização de Regina Daux. “A Feira da Partilha não é vinculada com a Receita, ela é uma organização que reúne projetos que necessitam de doação. As pessoas que coordenam a feira são muito importantes, porque elas têm tempo de ir visitar as instituições, conhecer e repassar para nós quais realmente têm necessidade”, explica Faucz.