Doação de leite humano atende milhares de recém-nascidos no Paraná, mas Litoral segue sem estrutura


Por Redação

Um alimento completo e considerado fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento dos bebês, especialmente os prematuros e recém-nascidos internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) neonatais. Apesar de ser natural, o leite humano é algo que não está disponível a muitas mães, por alguns fatores e, em contrapartida, é abundante e sobra para outras.

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Bancos de Leite estão presentes em todas as regiões do Estado, exceto no Litoral. Foto: Sesa

No entanto, mães do Litoral do Paraná que desejam doar o alimento ainda precisam recorrer a Curitiba, já que nenhum dos sete municípios conta com banco de leite humano ou posto de coleta, apesar de a região ter maternidades.

Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano possui 34 unidades, sendo 15 bancos e 19 postos de coleta. Em 2025, quase 19 mil bebês foram atendidos pela rede, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano tem 34 unidades no Paraná, sendo 15 bancos e 19 postos de coleta. Foram quase 19 mil bebês atendidos em 2025, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Apesar da quantidade ser capaz de alcançar todas as regiões do Estado, nenhum município do Litoral tem um espaço como este.

Quase 5 mil bebês beneficiados no primeiro trimestre


O Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio, reforça a importância da conscientização sobre o tema e do gesto solidário de doar. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), estima-se que um litro de leite materno pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia.

Somente entre janeiro e março deste ano, as doações beneficiaram 4.939 recém-nascidos no Paraná. Ainda assim, os estoques são considerados insuficientes. De acordo com a Sesa, as unidades do Estado operam, em média, com cerca de 60% do volume necessário mensalmente.

Paranaguá tem uma maternidade inaugurada em abril deste ano, mas ainda não há planos para implantação de um Banco de Leite. Foto: Arnaldo Neto/AEN

As doações são destinadas à alimentação de recém-nascidos prematuros, de baixo peso ou com problemas de saúde internados em UTIs, que muitas vezes não conseguem ser amamentados diretamente pelas mães.

Da coleta à distribuição

A enfermeira e consultora em amamentação Fernanda Ferreira Marques Aredes conversou com o JB Litoral e detalhou o processo até que o leite chegue a quem mais precisa.

“O banco de leite coleta, analisa, pasteuriza e distribui leite materno para bebês que não podem ser amamentados pela própria mãe por condições clínicas temporárias ou permanentes”, afirmou Fernanda.

A profissional da Saúde também ressaltou os benefícios para o desenvolvimento do recém-nascido. “A amamentação fornece todos os nutrientes necessários, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento neurológico e reduz o risco de doenças como infecções, alergias e diarreia”, disse.

Podem doar o leite mulheres saudáveis, que estejam amamentando e tenham produção além da necessidade do próprio bebê, de acordo com a enfermeira. Antes da doação, elas passam por uma avaliação de saúde e recebem orientações específicas. “As mães recebem orientações sobre manejo das ordenhas e armazenamento correto do leite”, comentou.

Espaço de apoio às mães

Além da distribuição, o banco também atua no apoio às mães que enfrentam dificuldades durante a amamentação. O atendimento inclui orientações práticas e acompanhamento especializado.

“O banco de leite orienta sobre a pega correta, posições para amamentar, retirada e armazenamento do leite. Também ajuda na prevenção e no tratamento de problemas relacionados ao tema”, explicou Fernanda. A enfermeira lembrou, ainda, que a amamentação traz benefícios para as mães. “A amamentação ajuda na recuperação após o parto, fortalece o vínculo entre mãe e filho, reduz o risco de câncer de mama e ovário e pode ajudar na perda do peso ganho durante a gravidez”, diz.

Estoques no Estado trabalham com 60% do que seria necessário todo o mês, de acordo com a Sesa. Foto: Sesa

Papel essencial na saúde dos bebês

O banco de leite humano desempenha um papel essencial na saúde dos recém-nascidos, principalmente daqueles que não podem ser amamentados pelas próprias mães, como afirmou a enfermeira e consultora em amamentação Fernanda Ferreira Marques Aredes. Segundo ela, o serviço vai além da coleta de leite.

“O banco de leite coleta, analisa, pasteuriza e distribui leite materno para bebês que não podem ser amamentados pela própria mãe por condições clínicas temporárias ou permanentes”, afirmou Fernanda.

O leite humano oferece benefícios fundamentais para o desenvolvimento dos bebês. “A amamentação fornece todos os nutrientes necessários para o bebê, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento neurológico e reduz o risco de doenças como infecções, alergias e diarreia”, destacou a enfermeira.

Podem doar leite materno pessoas saudáveis que estejam amamentando e tenham produção além da necessidade do próprio bebê, de acordo com a enfermeira. Antes da doação, elas passam por uma avaliação de saúde e recebem orientações específicas. “As mães recebem orientações sobre manejo das ordenhas e armazenamento correto do leite”, comentou.

Bancos de leite também oferecem apoio às mães

Além da distribuição de leite, o banco também atua no apoio às mães que enfrentam dificuldades durante a amamentação. Segundo Fernanda, o atendimento inclui orientações práticas e acompanhamento especializado.

“O banco de leite orienta sobre a pega correta, posições para amamentar, retirada e armazenamento do leite, além de ajudar na prevenção e no tratamento de problemas relacionados à amamentação”, explicou.

Também há benefícios para as mães. “A amamentação ajuda na recuperação após o parto, fortalece o vínculo entre mãe e bebê, reduz o risco de câncer de mama e ovário e pode ajudar na perda do peso ganho durante a gravidez”, diz.

Fernanda lembra ainda que o aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de idade. Depois disso, a orientação é manter junto com outros alimentos até os dois anos ou mais.

Sem previsão para o Litoral

Em nota ao JB Litoral, a Sesa informou que o Litoral não possui Banco de Leite Humano (BLH) porque a implantação desse tipo de estrutura depende da organização dos municípios interessados, como já ocorre em outras cidades do Estado.

“Os critérios para abrir um BLH são: estar vinculado a uma maternidade, acionar o Centro de Referência Estadual que fará as orientações e acompanhamento da parte técnica (estrutura, equipamentos e treinamento), autorização da Vigilância Sanitária e cadastramento na rede de bancos de leite”, afirmou a pasta.

Na ausência de bancos e pontos de coleta próximos, são utilizadas fórmulas. A reportagem também procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá, que informou que não há planos para implantar a estrutura. “Um banco de doação de leite demanda pessoal especializado e estrutura própria e, infelizmente, não temos”, informou.

Até os seis meses de vida

A recomendação de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida é uma diretriz global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), endossada no Brasil pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Após esse período, a orientação é manter a amamentação de forma complementar à alimentação até os dois anos ou mais.

No entanto, mais de 77 milhões de recém-nascidos não recebem amamentação na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos essenciais, de acordo com um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo também revela que a estimativa é de que mais de 800 mil vidas poderiam ser salvas todos os anos se todas as crianças fossem amamentadas ainda nas primeiras horas após o nascimento.

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