Educação ambiental: escola de Pontal do Paraná recebe caixas de abelhas nativas sem ferrão


Por Flávia Barros

Eles vão aprender, desde pequenininhos, que as abelhas são animais essenciais para a manutenção da biodiversidade da região, entre outras características. Isso porque os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Francisco Antônio Vieira, no Guaraguaçu, em Pontal do Paraná, passaram a contar com um meliponário do projeto “Abelhas sem Ferrão nas Escolas”.

De acordo com a Prefeitura, a estrutura, inaugurada no último dia 8, amplia as práticas de educação ambiental e desperta nas crianças o interesse pelo universo das abelhas nativas sem ferrão.  “Mais do que um espaço de observação, o meliponário se torna um laboratório vivo, permitindo que conceitos de ecologia, biodiversidade e polinização sejam explorados de forma lúdica entre os pequeninos”, afirma a Gestão Municipal.

Segundo meliponário em unidade da rede municipal de Pontal do Paraná foi inaugurado no dia 8, no CMEI Francisco, no Guaraguaçu. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná
Segundo meliponário em unidade da rede municipal de Pontal do Paraná foi inaugurado no dia 8, no CMEI Francisco, no Guaraguaçu. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná

Segunda escola

Idealizado pela Associação de Meliponicultores do Litoral do Paraná (AME Litoral), e executado em conjunto o MarMaré (programa municipal de educação ambiental), o projeto instalou o primeiro meliponário em junho do ano passado, na Escola Municipal Benvinda de Miranda Lopes Correia, em Pontal do Sul.  

No convívio diário com o meliponário, as crianças descobrem que as abelhas, mesmo pequenas, exercem um papel grandioso na natureza. Entre voos delicados e o trabalho incansável das colmeias, os alunos aprendem sobre cooperação, equilíbrio e cuidado com o meio ambiente”, ressalta a entidade.

Além da instalação das colmeias, a AME Litoral orienta sobre a escolha de espécies vegetais melíferas para jardins e pomares escolares, assegurando alimento natural e diversificado para as abelhas.

1/3 Há um ano, o primeiro meliponário foi instalado na Escola Municipal Benvinda de Miranda Lopes Correia, em Pontal do Sul. Foto: Arquivo/Prefeitura de Pontal do Paraná
2/3 As caixas com as abelhas nativas sem ferrão foram instaladas após os servidores passarem por capacitação. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná
3/3 O projeto é idealizado pela AME Litoral e executado em conjunto com o MarMaré (programa municipal de educação ambiental). Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná

Treinamento e ampliação do projeto

Para lidar com as abelhas e desenvolver o trabalho de educação ambiental com as crianças, representantes das equipes escolares passaram por treinamentos. Segundo a Administração Municipal, no primeiro semestre deste ano, foi conduzida pela AME a formação inicial em meliponários destinada aos servidores.

Ainda conforme a Prefeitura de Pontal do Paraná informou ao JB Litoral, o projeto prevê a instalação de mais sete meliponários em escolas da rede municipal até o final deste ano.

Tendência estadual e mundial

Colocando em prática o “Abelhas sem Ferrão nas Escolas”, Pontal do Paraná acaba seguindo os preceitos do projeto Poliniza Paraná, iniciado em 2022.  O objetivo é instalar colmeias de abelhas nativas sem ferrão em diversas cidades do Estado para reintroduzir polinizadores nativos em seus locais de origem, pois muitos se encontram ameaçados de extinção.

O Projeto é uma linha de ação do Programa Paraná Mais Verde, decretado na Lei Estadual 20.738/2021, e é um dos meios de se alcançar as metas definidas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente relacionado ao objetivo 15 – Vida Terrestre.

Entre os objetivos específicos estão: instalar colmeias nos municípios contemplados com o Programa Parques Urbanos; formar e capacitar multiplicadores e guardiões das abelhas nativas sem ferrão; multiplicar o projeto para escolas da rede estadual e promover a educação ambiental.

Com isso, espera-se que o Estado se torne referência mundial em abelhas nativas e programas de conservação, educação ambiental e sustentabilidade, além de aumentar a população desses polinizadores e colaborar com o fortalecimento da cadeia de meliponicultores do Paraná, em que um dos polos fica, justamente, no Litoral.

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