Fim da espera: maternidade Maria de Lourdes é entregue em Paranaguá e reforça saúde no Litoral


Por Redação

Após um histórico de atrasos e paralisações, as obras da Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, foram concluídas e entregues na quinta-feira (2). Anexa ao Hospital Regional do Litoral (HRL), a unidade é considerada estratégica para ampliar o atendimento materno-infantil na região.

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O investimento total foi de R$ 11,2 milhões para a construção da obra anexa ao Hospital Regional. Foto: Arnaldo Neto/AEN

O projeto da maternidade contempla uma estrutura de cerca de 1,2 mil metros quadrados, com 23 leitos de enfermaria e cinco quartos destinados ao pré e pós-parto. A unidade será referência para os sete municípios do litoral paranaense: Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Guaratuba, Antonina, Morretes e Guaraqueçaba.

As obras tiveram início em 2023, mas enfrentaram problemas contratuais e descumprimento de prazos pela empresa responsável. Em 2025, o contrato foi rescindido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mesmo com a construção próxima da conclusão.

Com a paralisação, foi necessário abrir um novo processo licitatório para a contratação de outra empresa. À época, o Governo Estadual informou que a obra estava cerca de 99% concluída.

A retomada ocorreu em janeiro de 2026, com investimento aproximado de mais R$ 2 milhões e prazo estimado de 120 dias. Agora entregue, a maternidade passa a contar com uma ala exclusiva para atendimento materno-infantil. O investimento total foi de R$ 11,2 milhões.

Espaço está pronto para atender as gestantes

A partir de segunda-feira (6), a maternidade entra em funcionamento, como explicou o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto. “Mesmo sendo um prédio já com mais de 20 anos, virou uma maternidade 0 km, cumprindo todas as normas e vai atender com respeito e dignidade toda a população do Litoral”, disse o secretário.

Unidade será referência para os sete municípios do litoral paranaense. Foto: Prefeitura de Paranaguá

Ele também citou os novos hospitais prometidos para Matinhos e Guaratuba para reforçar o atendimento no Litoral, deixando a maternidade recém-inaugurada em Paranaguá para casos de alto risco.

“Investimos mais de R$ 3 bilhões na saúde do Estado, com hospitais regionais, reforma dos existentes, ambulatórios e hoje essa maternidade, que vai desafogar os atendimentos do Hospital Regional do Litoral. Estamos acabando com o turismo de ambulância no Paraná, graças a esse grande aporte na saúde”, disse o vice-governador do Paraná, Darci Piana.

O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, declarou que a entrega da maternidade coloca fim à espera de uma estrutura adequada para atender as gestantes na Cidade Mãe do Paraná.

“O Paraná é recordista nesse atendimento básico, para que a gente tenha nascimentos felizes, com muita saúde e a gente sabe que a infraestrutura é importante para dar condições da equipe médica fazer o seu trabalho. Tínhamos esse problema histórico em Paranaguá, que merecia essa maternidade moderna e linda como está aqui hoje”, afirmou o secretário das Cidades.

Ele ainda destacou que sua participação no evento foi marcada pelo seu último ato político em Paranaguá. “A partir de amanhã (3 de abril) eu me dedico exclusivamente a pré-campanha para o Governo do Estado”, afirmou Guto Silva.

Conquista para os municípios

O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), afirmou que a maternidade era esperada há muito tempo. “Hoje é um dia muito importante, não somente para Paranaguá, mas para todo o Litoral. É mais uma de tantas obras que o Governo do Estado entrega, tirando do papel sonhos de mais de 50 anos. Isso é cuidado com o povo de Paranaguá e do litoral paranaense”, disse Adriano.

O presidente da Amlipa (Associação dos Municípios do Litoral do Paraná) e prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes (MDB), o Rudão, destacou os investimentos em saúde no Litoral.

“A maternidade vai atender a toda a região do Litoral. Temos ainda o Hospital de Matinhos, que vai atender a microrregião de Pontal e Matinhos, e também o de Guaratuba, que terá uma estrutura hospitalar. Em Pontal temos o lançamento do novo 24 horas, um grande investimento do Governo do Estado, para que possa atender cada vez mais todo mundo que mora no Litoral e que nos visita”, destacou Rudão.

Equipe já está contratada

A Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas-PR) é quem faz a gestão do Hospital Regional do Litoral (HRL). O diretor-presidente da Funeas, Geraldo Gentil Biesek, frisou que o prédio foi oficialmente entregue à população após um período de adaptação durante a pandemia, quando o espaço chegou a ser utilizado para atendimento de pacientes.

Estrutura conta com 23 leitos de internação em enfermaria, além de três leitos de observação, destinados ao monitoramento clínico das pacientes. Foto: JB Litoral

Agora, a estrutura passa a funcionar plenamente como unidade materno-infantil. O local foi projetado para garantir mais conforto e segurança às gestantes, incluindo alojamento conjunto, onde mães permanecem com seus bebês recém-nascidos até a alta hospitalar.

Segundo Geraldo, a equipe que atuará na unidade já está contratada. “Essa estrutura da maternidade migra de dentro do Hospital para a nova maternidade em plenas condições e disponibiliza aqueles ambientes que hoje são utilizados pela maternidade no Hospital para atendimentos de outros serviços, com mais profissionais incorporados para poder viabilizar o atendimento”, explicou o diretor-presidente.

Com mais de mil profissionais no quadro geral, o HRL passa a contar com uma maternidade integrada à sua estrutura. Partos normais serão realizados no próprio espaço, enquanto casos que necessitem de cesariana terão acesso direto ao centro cirúrgico por meio de uma ligação interna, já que os prédios são anexos.

“No novo projeto, fizemos a integração da maternidade com o Hospital para dar plenas condições para as mães da região, principalmente no que se refere à gestação de alto risco, que precisa de um cuidado maior, de equipamentos melhores, equipes mais consolidadas, e essas equipes estão devidamente alocadas aqui para cuidar bem das crianças que vão nascer”, finalizou Geraldo.

Histórico de obras

O ex-prefeito de Paranaguá e atual coordenador de Infraestrutura do Litoral, Marcelo Roque (PSD), contou que acompanhou o início das obras de construção da maternidade.

Maternidade leva o nome da mãe do ex-prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque. Foto: Divulgação

“Eu sempre vinha quando tinha oportunidade, acompanhava com bastante ansiedade para que essa obra saísse do papel. A parceria que nós tivemos com o Governo do Estado, principalmente para a maternidade, aconteceu em 2023, quando nós pegamos os recursos com o secretário Beto Preto”, disse Marcelo.

A maternidade leva o nome de sua mãe: Maria de Lourdes Elias Nunes, já que foi construída, inicialmente, em 2001, com recursos municipais quando seu pai, Mário Roque, era prefeito de Paranaguá. O espaço funcionou até 2004, quando foram constatadas algumas inadequações que não atendiam às normas vigentes.

Em 2020, para atender pacientes na pandemia, foram colocados cerca de 30 leitos no espaço. Após este período, em 2023, foi iniciado o projeto de reconstrução da maternidade.

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