Folia com respeito: JB Litoral conversa com a Polícia Civil e explica quando denunciar assédio


Por Maisy Pires

Com o início do pré-Carnaval neste fim de semana e a chegada do Carnaval na próxima semana, período marcado por grandes aglomerações e consumo de bebida alcoólica, a Polícia Civil reforça a importância de denunciar casos de assédio.

Banho a Fantasia – 2023 – Trio JB Litoral – Foto – João Crisanto (56)
Polícia Civil intensifica ações de orientação e campanhas de conscientização, como o ‘não é não’. Foto: João Crisanto/JB Litoral

Em conversa com o JB Litoral, a delegada da Polícia Civil, Kemelly Lugli, explicou em quais situações a mulher deve procurar a polícia e como funciona o registro da ocorrência. Segundo a delegada, muitas situações ainda acabam sendo minimizadas pelas próprias vítimas, que deixam de denunciar por acreditar que a conduta não é grave o suficiente. No entanto, ela reforça que cada mulher é quem define seus limites.

“Existe o costume de aceitar comentários ou até toques no corpo por entender que denunciar seria um exagero. Mas cada mulher sabe qual é o seu limite. A partir do momento em que se sentiu desconfortável, ofendida ou violentada, ela tem todo o direito de denunciar”, afirma Kemelly.

Durante o período carnavalesco, a Polícia Civil intensifica ações de orientação e campanhas de conscientização, como o ‘não é não’, reforçando que qualquer abordagem sem consentimento pode configurar crime.

“É importante que a mulher deixe claro quando aquela conduta não é bem-vinda. Caso se sinta violentada ou agredida, deve registrar o boletim de ocorrência. Ela pode ter a segurança de que será bem recebida na delegacia”, destaca a delegada.

Como denunciar

Kemelly Lugli explica que, para a investigação, a existência de provas ajuda na apuração dos fatos, mas não é um requisito obrigatório para o registro da ocorrência.

Delegada reforça que cada mulher é quem define seus limites.Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

“Quanto mais provas tivermos, como testemunhas, vídeos ou fotos, melhor. Porém, muitos casos acontecem apenas entre vítima e agressor. A ausência de testemunhas não deve ser um impeditivo para registrar o boletim de ocorrência”, explica.

Mesmo quando a palavra da vítima é o principal elemento, a Polícia Civil realiza diligências para esclarecer o caso. “O boletim de ocorrência pode e deve ser feito. A partir dele, a polícia vai buscar outros meios para apurar o que aconteceu”, conclui.

A delegada ressalta que vítimas de assédio devem procurar a delegacia mais próxima ou acionar a polícia imediatamente, especialmente durante os eventos de pré-Carnaval e Carnaval, quando há maior circulação de pessoas.

Confira a entrevista:

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