Frascos de medicamento são encontrados em via pública de Paranaguá; entenda


Por Maisy Pires

Frascos vazios de heparina, medicamento anticoagulante, utilizado para evitar a formação de coágulos no sangue, foram encontrados espalhados ao longo da rua José Gomes, em Paranaguá, na manhã desta quinta-feira (30). A equipe do JB Litoral esteve no local e constatou que os materiais pertencem ao Instituto do Rim.

FRASCOS REMEDIO – RUA PARANAGUA (1)
1/2 Foto: Maisy Pires/JB Litoral
2/2 Foto: Maisy Pires/JB Litoral

A situação chamou a atenção de moradores que passaram pela região. Procurada pelo JB, a coordenadora de enfermagem do Instituto do Rim, Maria Theresa Ventura, explicou que os frascos não oferecem risco, pois estavam vazios e não se enquadram como lixo hospitalar contaminante.

“Os frascos encontrados na rua são de heparina, um medicamento anticoagulante, mas estavam vazios e sem qualquer resíduo contaminante. De acordo com a RDC nº 222/2018, esse tipo de material pode ser classificado como resíduo comum, desde que não contenha material biológico ou químico”, afirmou.

O JB conversou com a coordenadora de enfermagem do Instituto do Rim, Maria Theresa Ventura. Foto: Maisy Pires/JB Litoral

Segundo ela, a clínica segue um protocolo rigoroso de gerenciamento de resíduos, com separação adequada entre lixo hospitalar e lixo comum. “O lixo hospitalar — que envolve risco biológico, químico ou perfurocortante — é separado, armazenado adequadamente e recolhido por uma empresa especializada, responsável pela destinação final”, explicou.

Ainda conforme a coordenadora, mesmo os materiais classificados como comuns recebem um cuidado adicional dentro da unidade. “Esses frascos vazios, por serem de vidro, são colocados em galões justamente para evitar acidentes com os coletores”, disse.

Mas, o que aconteceu?

A hipótese levantada pela instituição é de que o material tenha sido retirado indevidamente do local de descarte antes da coleta. “O que ocorreu foi uma ação externa. Provavelmente uma pessoa em situação de rua retirou o material do galão para reaproveitá-lo e acabou espalhando os frascos pela via pública”, pontuou Maria Theresa.

A clínica também relatou dificuldades recorrentes com a lixeira externa, que precisa permanecer aberta durante o dia devido à ausência de horário fixo para a coleta, além de casos de violação de cadeados e manuseio indevido por terceiros.

Diante do ocorrido, o Instituto do Rim informou que busca, junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, alternativas para reforçar a segurança no armazenamento e na coleta dos resíduos. “Estamos buscando soluções para melhorar essa logística e evitar que situações como essa voltem a acontecer”, concluiu a coordenadora.

O JB Litoral entrou em contato com o secretário municipal de Meio Ambiente, Márcio Vega, que informou estar apurando a situação.

Sair da versão mobile