Homem morre após ser picado por suposto animal peçonhento em Morretes; Prefeitura afirma que há suporte para vítimas no Município


Por Flávia Barros

Na última quinta-feira (12), um homem de 55 anos, que trabalhava como caseiro, morreu após, supostamente, ter sido picado por um animal peçonhento, na região rural de Morretes. De acordo com o que a esposa do caseiro relatou à polícia, ela estava em Curitiba quando o marido ligou e disse que estava passando mal após ser picado, mas não sabia especificar qual teria sido o animal.

Hospital de Morretes
Cercada por áreas de mata, Morretes tem em seu hospital municipal soro indicado para o tratamento de acidentes causados por serpentes. Foto: JB Litoral

Ainda de acordo com o relato da esposa, a ligação foi interrompida e ela, sem conseguir retomar a chamada telefônica, foi até a casa, em área de mata, onde já encontrou o homem desacordado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, assim como a polícia, mas o óbito foi constatado.

O corpo foi encaminhado ao Hospital Municipal de Morretes e as autoridades de Saúde reforçam a necessidade de buscar atendimento médico imediato ao perceber que foi picado por algum animal peçonhento.

HÁ SUPORTE NA CIDADE

A Prefeitura de Morretes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou ao JB Litoral que, conforme os protocolos definidos pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), todo caso suspeito de envenenamento por animal peçonhento é imediatamente comunicado e acompanhado com orientação direta do CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que atua como referência técnica para esse tipo de situação em todo o estado.

O Hospital Municipal de Morretes mantém em sua unidade o soro antibotrópico, indicado para o tratamento de acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops, que incluem as espécies jararaca, urutu, jararacuçu e outras similares. Essas serpentes são as mais comuns na região de Mata Atlântica que abrange o Município e são responsáveis pela maioria dos acidentes registrados no estado”, diz a nota.

Também segundo a Administração Municipal, nos casos em que há necessidade de suporte avançado ou de soros adicionais, o protocolo estadual determina o encaminhamento do paciente ao Hospital Regional do Litoral, unidade de referência para esse tipo de atendimento na região.

Ressaltamos que todas as medidas assistenciais estão sendo adotadas conforme os fluxos estabelecidos pelo CIATox e pelas diretrizes da Vigilância em Saúde”, finaliza a Secretaria.

O QUE FAZER EM CASOS DE ACIDENTES COM ANIMAIS

Os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, lepidópteros (mariposas e suas larvas), himenópteros (abelhas, formigas e vespas), coleópteros (besouros), quilópodes (lacraias), peixes e cnidários (águas-vivas e caravelas), conforme informa a Sesa.

Esses animais possuem presas, ferrões, cerdas, espinhos entre outros, capazes de envenenar as vítimas. Em caso de acidente, as orientações são:

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