Moradores das Ilhas de Eufrasina e Teixeira concluíram um curso gratuito de capacitação para o uso de redes sociais, promovido pela Portos do Paraná. A iniciativa beneficiou 23 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos, que participaram das aulas no final de fevereiro, no Colégio Estadual do Campo Ilha do Teixeira/Eufrasina.
“Essas comunidades são parceiras do Programa de Educação Ambiental, e estamos capacitando os moradores para utilizarem as redes sociais como ferramenta de divulgação, considerando o potencial turístico do litoral paranaense”, destacou Pedro Pisacco, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade da Portos do Paraná.

Durante o curso, os participantes aprenderam a usar ferramentas gratuitas de edição de imagens e outros recursos acessíveis para celulares. O oceanógrafo e professor do curso, Felipe Martins, explicou que a própria comunidade solicitou a capacitação. “Eles já administram um perfil no Instagram, o @ilhaeufrasina, para divulgar o turismo sustentável da região. Entre as atrações promovidas está o banho de argila no Rio do Campo. Nosso objetivo é transformar essa rede social em um canal de vendas para atrair mais visitantes”, ressaltou.
Na última aula, os alunos produziram artes para postagens e vídeos. Rosene Aparecida Passos, representante da Associação de Moradores da Ilha de Eufrasina, utilizou os conhecimentos adquiridos para editar imagens de pratos típicos caiçaras que ela mesma prepara. “Gostei muito, porque agora podemos mostrar nosso dia a dia nas redes sociais, algo que muitas pessoas ainda desconhecem”, comentou.
Investimentos em saneamento básico
Além da capacitação profissional, a Autoridade Portuária também desenvolve um projeto socioambiental na Ilha de Eufrasina. Em 2024, a empresa firmou uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para implantar sistemas de esgoto em 60 casas, cobrindo 100% das residências da comunidade.
Com duração de três anos, o projeto substituirá sistemas rudimentares de tratamento de esgoto por alternativas ecológicas e acessíveis. Além disso, os moradores participarão de oficinas para a produção de produtos de limpeza sustentáveis, enquanto a UFPR realizará o monitoramento da balneabilidade das águas.