De 1º a 10 de maio, Morretes realizou a 40ª edição da Festa Feira Agrícola e Artesanal. O evento foi criado em 1982 com a proposta de integração da produção agrícola, artesanato local e agroindústrias. A festa é promovida pela Prefeitura de Morretes e tem o apoio do IDR-Paraná, Associação de Agricultores e Produtores Rurais e Secretaria Estadual de Turismo.

Neste ano, 45 produtores e artesãos participaram da Festa, que tradicionalmente é realizada fora da alta temporada de verão, atraindo o público local e turistas que visitam o Litoral. Para o Governo do Estado, o evento representa um importante instrumento de incentivo à geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar, valorização cultural e promoção turística do município.
A Festa também incluiu a realização de ações de capacitação. A programação técnica deste ano, organizada pelo IDR-Paraná e Prefeitura de Morretes, ofereceu aos produtores um Dia de Campo em uma propriedade do município sobre o cultivo de pitaya.
O prefeito de Morretes, Junior Brindarolli (PSD), afirmou ao JB Litoral que mais de cem mil pessoas passaram pela cidade durante os dez dias de programação. “É uma festa contagiante, que trouxe famílias, mas o principal é a venda e exposição dos nossos produtos agrícolas, do nosso artesanato e também a gastronomia. Tem as pessoas que vivem em Morretes que, nesse período, curtiram a festa e aproveitaram para andar de trem, de Maria Fumaça”, pontuou Brindarolli.
Segundo ele, o evento se tornou regional. “Tinha muita gente de Paranaguá, de Antonina e das praias frequentando o nosso município e é assim que a gente gosta. Nós temos que pensar na região porque é importante para todos que as festas litorâneas atendam, principalmente, a nossa população e atraiam turistas”, ressaltou o prefeito.
O vice-prefeito de Morretes, Vitor Bertolin, em entrevista ao JB Litoral, disse que a Festa atendeu as expectativas com ampla participação de público.
“A festa foi show. O pessoal participou, as famílias merecem, são trabalhadoras, você se prepara o ano todo para esse evento, pena que ontem choveu (sábado). Mas o movimento foi forte, só nos primeiros dias foram 60 mil pessoas. No fim de semana passaram muitas pessoas aqui”, afirmou Vitor.
Primeira participação marcou público da festa
“A festa está muito bonita, foi a primeira vez que eu vim participar”, disse a aposentada Silvanira Matilde, moradora em Paranaguá.
A confeiteira Ivete Xavier, também de Paranaguá, aprovou a programação. “Está muito lindo, maravilhoso, gostei muito. Pela primeira vez eu vim e pretendo voltar na próxima vez”, contou Ivete.
A organização do evento começou em janeiro deste ano e apostou na data visando dois feriados nacionais (Dia do Trabalho e Dia das Mães). A ideia foi também promover shows nacionais para a edição comemorativa. A dupla César Menotti & Fabiano se apresentou no dia 1º, atraindo público de 25 mil pessoas. A dupla Cezar & Paulinho encerrou o evento no domingo (10).
Produtores destacam comércio e fluxo de visitantes
A produtora agrícola morretense, Valdenise Veloso, moradora na comunidade de Sapitanduva, participa da Festa Feira há quatro anos pelo Colipa (Cooperativa dos Produtores Agroecológicos da Região da Serra do Mar e do Litoral do Paraná). Ela participa em barraca coletiva junto com outros produtores agroecológicos.
“Para nós, facilita a comercialização, com uma gama de produtos bem diferenciados também. A gente vê que tem uns pontos, algumas áreas do município, no entorno histórico, que é mais fácil de comercializar do que em outros. Quando a barraca é mais aberta, você atrai mais gente do que quando as barracas estão mais juntas”, analisou Valdenise.
Com relação às vendas, ela afirmou que a 40ª edição da feira atendeu as expectativas. “No geral, quanto a comercialização e giro de pessoas foi melhor do que o ano passado”, disse a produtora.
O produtor rural, Gentil Castanha, participou da Festa Feira pela terceira vez. Segundo ele, o tempo não colaborou, o que impactou um pouco nas vendas. “Hoje (domingo) está bem movimentado, mas o tempo atrapalhou o pessoal sair de casa”, relatou Gentil.
A voluntária na Associação de Proteção de Maternidade e Infância (APMI), Natalia Batista, contou que se prepara para produzir os materiais em artesanato durante todo o ano para comercializar na Festa. “O resultado final foi muito bom, tivemos movimento de turistas do Brasil todo e ainda vendi brincos de crochê para uma venezuelana”, destacou Natalia.
A artesã, Eloíta Pancher, da comunidade Rio Sagrado, participou pela primeira vez da Festa Feira. “Estou encantada. É a primeira vez que nós fomos convidados, e superou nossas expectativas. A chuva atrapalhou só um pouco, mas não teve problema. Recebi muitos turistas do interior de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, estava bem diversificado”, analisou Eloíta.