
Com a chegada do verão e das chuvas que marcam presença no Litoral, a dengue volta a assustar. Segundo o boletim epidemiológico, atualizado semanalmente pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Paranaguá lidera entre as cinco cidades da região com registros da doença. De acordo com o boletim mais recente, divulgado na última terça-feira (14), a Cidade Mãe do Paraná soma 431 casos confirmados, seguida por Morretes (48); Matinhos (5); Guaratuba (3); e Antonina (1). Guaraqueçaba e Pontal do Paraná ainda não têm confirmações de infecção pelo vírus da dengue, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Como parte do planejamento municipal de combate à doença, que matou 8 pessoas e infectou 20.172 no Litoral, de julho de 2023 a julho de 2024, começou, no último dia 10, em Paranaguá, a chamada Borrifação Residual Intradomiciliar para Aedes (BRI-Aedes), em imóveis especiais e de grande circulação de pessoas. A ação é uma determinação do Governo do Paraná vigente desde dezembro do ano passado.
De a cordo com a Administração Municipal, o objetivo da aplicação do inseticida é promover uma borrifação segura e correta do produto, no interior desses imóveis, onde os mosquitos possam pousar.
“O objetivo é eliminar mosquitos adultos, reduzindo a transmissão nestes ambientes. Nossos trabalhos, após reunião com representantes de cada instituição, iniciaram em áreas específicas dos hospitais e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), principalmente nas recepções, locais em que pacientes de dengue aguardam atendimento”, destaca a Secretaria Municipal de Saúde.
O PLANO
Ainda conforme a pasta, a ação está sendo realizada em horários definidos por cada uma das instituições e acompanhada por fiscais da Vigilância Sanitária. O próximo passo é realizar a borrifação em asilos, escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros prédios com grande circulação de pessoas.
Além da UPA, os agentes da Secretaria de Saúde também já visitaram o Palácio São José, prédio histórico que sedia a Prefeitura de Paranaguá. Lá, mais do que a aplicação do inseticida, os agentes também verificaram a existência de possíveis criadouros do Aedes aegypti.
“A Secretaria de Saúde desenvolve ações de rotina preconizadas pelo Ministério da Saúde, como visitas diárias domiciliares, visitas quinzenais a Pontos Estratégicos (PE) e ações de Educação em Saúde, mas, por conta da verificação das condições em que foi entregue o prédio da Prefeitura e, apesar do local estar incluído em nossas visitas de rotina, deslocamos a equipe da região central para uma vistoria de emergência. No prédio foi realizada a verificação de possíveis criadouros, uma vez que vários locais com água parada foram identificados”, ressalta a Secretaria.
E, segundo informou a Prefeitura ao JB Litoral, devem ser divulgados nos próximos dias os dados constatados durante o primeiro levantamento de índice de infestação por Aedes aegypti (Lira), realizado no último dia 13. O levantamento atende às Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue e a Resolução Consolidada CIT nº 1, de março de 2021, nas quais o Município necessita realizar seis Liras por ano.
O atual período epidemiológico estadual da dengue – durante o qual os boletins atualizam os dados da doença – começou no final de julho do ano passado e vai até julho deste ano. Em 2024, a maior concentração de casos notificados teve início em janeiro e seguiu até maio, com março e abril registrando o maior número de ocorrências.