No meio do mangue: prefeito de Pontal do Paraná captura caranguejos e conscientiza população


Por Thais Skodowski
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Após a captura, Rudão e seus companheiros cozinharam e saborearam os crustáceos. (Foto: arquivo pessoal).

O domingo (5) foi de aventura e tradição para o prefeito de Pontal do Paraná, Rudão Gimenes (MDB). Acompanhado de amigos e pescadores, ele participou da captura do caranguejo-uçá no manguezal próximo ao Rio Sucuriú, na Baía de Paranaguá. A atividade, registrada em vídeo e publicada em suas redes sociais, serviu para reforçar a conscientização sobre a captura responsável e as regras ambientais.

No vídeo [confira no final da reportagem], o prefeito destaca a importância de respeitar a legislação para a preservação da espécie. Ele explica como diferenciar os machos das fêmeas, conforme determinação do Instituto Água e Terra (IAT): apenas machos com mais de 7 centímetros de carapaça podem ser capturados. Durante a atividade, Rudão também encontrou e denunciou uma armadilha clandestina no mangue. “O problema dessas armadilhas é que elas capturam caranguejo grande, pequeno e fêmea. Quando são menores, muitas vezes os deixam lá para morrer”, afirmou.

Após a captura, Rudão e seus companheiros cozinharam e saborearam os crustáceos na comunidade do Maciel. “É um hábito que não abro mão. Tem dias em que pegamos bastante, em outros nem tanto, mas sempre garantimos o suficiente para o almoço. Além disso, aproveitamos boas conversas e a paisagem incrível da nossa região”, declarou o prefeito.

Tradição Familiar

A captura de caranguejo-uçá é uma tradição na família de Rudão Gimenes. “Tenho o hábito de ir desde adolescente com o meu pai Rudisney Gimenes e meus amigos pescadores, os irmãos:  Lico, Rubinho e Catun, além de outras que fazem parte desta história”, disse ao JB Litoral.

Regras para a Captura

A captura do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) é autorizada no Paraná entre 1º de dezembro e 14 de março, conforme regulamentação do IAT. Fora desse período, de 15 de março a 30 de novembro, a atividade é proibida para permitir a reprodução natural da espécie.

Mesmo no período permitido, há critérios rigorosos. Apenas machos com mais de 7 centímetros de carapaça podem ser capturados – um centímetro a mais do que determina a legislação federal, regulamentada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Além disso, a captura deve ser artesanal, realizada exclusivamente com as mãos, sendo proibido o uso de ferramentas cortantes, produtos químicos, armadilhas ou outros métodos que possam ferir os animais ou danificar o ambiente.

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