Nova regra da CNH elimina aulas obrigatórias e pode baratear habilitação em até 80%


Por Redação

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (1º), uma resolução que moderniza o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da obrigatoriedade de passar por autoescola para realizar a prova prática, permitindo que o candidato escolha como será sua preparação.

De acordo com o Contran, a medida simplifica etapas, amplia as formas de aprendizagem e pode reduzir em até 80% o custo total da habilitação — hoje, o processo pode chegar a R$ 5 mil. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), 20 milhões de pessoas já dirigem sem CNH e outras 30 milhões têm idade para se habilitar, mas não conseguem arcar com os custos.

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Avaliações teórica e prática seguem como critério para obter a CNH. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A resolução prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização das aulas práticas e autorização para treinar com instrutores credenciados pelos Detrans, reduzindo a dependência de autoescolas. A abertura do processo poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, as mudanças buscam reduzir desigualdades históricas e ampliar o acesso ao documento. “Baratear e desburocratizar a CNH é uma política pública de inclusão produtiva, porque habilitação significa trabalho, renda e autonomia”, afirmou.

Ele reforça que, mesmo com as flexibilizações, a habilitação continuará dependendo do desempenho do candidato. “As aulas, por si só, não garantem que alguém esteja apto a dirigir. O que garante é a prova. O novo modelo segue padrões internacionais de países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, onde o foco é a avaliação, não a quantidade de aulas”, disse.

A resolução entra em vigor após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Entenda o que muda no processo:

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