Paranaguá recebe reforço na área de Saúde com a chegada de 32 residentes de medicina


Por Luiza Rampelotti
Os estudantes de medicina da Universidade do Vale de Itajaí (SC) auxiliarão no atendimento médico prestado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

A cidade de Paranaguá está prestes a receber um importante reforço na área de saúde. A secretária municipal de Saúde de Paranaguá, Lígia Cordeiro, anunciou que a partir desta segunda-feira (6), 32 residentes de medicina da Universidade do Vale de Itajaí (SC) auxiliarão no atendimento médico prestado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.

Este novo ciclo de residentes representa um avanço significativo para a saúde pública de Paranaguá. Lígia Cordeiro explicou que, neste primeiro momento, serão 32 estagiários, com oito deles trabalhando na atenção primária, oito nas urgências da UPA e do Centro Municipal de Diagnóstico e Especialidades Médicas “João Paulo II” e 16 no Hospital Paranaguá.

É importante destacar que sempre tivemos estagiários nas unidades de saúde, mas esta é a primeira vez que teremos residentes da área médica, o que é um avanço significativo. Acredito que isso seja benéfico para Paranaguá e possa eventualmente levar à criação de uma faculdade de medicina na região, o que seria positivo não apenas para o município, mas também para toda a região litorânea”, disse a secretária.

Ela destacou, ainda, que a presença dos residentes de medicina contribuirá para melhorar a qualidade do atendimento médico oferecido à população de Paranaguá, além de proporcionar uma oportunidade valiosa de aprendizado para os futuros profissionais de saúde.

Desafios

No entanto, a secretária de Saúde também destacou um desafio enfrentado pelo sistema de saúde local: o crescente número de atendimentos na área de saúde, especialmente após a pandemia do Covid-19. Ela afirmou que a demanda por serviços médicos está caminhando para ser maior do que em 2022, causando sobrecarga em todo o sistema de saúde.

Estamos observando um aumento constante na demanda, não apenas por fraldas, mas também por dietas, bolsas de ostomia e medicamentos. Atribuo muito isso à expansão das nossas unidades básicas e a quantidade de médicos que hoje temos. Também estamos vendo uma crescente de pacientes que migraram dos planos de saúde para o SUS, devido às dificuldades econômicas enfrentadas por muitos. Portanto, estamos trabalhando com uma demanda maior do que nos anos anteriores, o que requer ajustes em nosso planejamento”, ressaltou a Lígia Cordeiro.

*Com informações da Câmara de Vereadores

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