Na sexta-feira (19), foi completado um mês da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) que promoveu fusões de secretarias na Prefeitura de Paranaguá. O texto passou pelo crivo dos vereadores, na Câmara, onde foi votado em regime de urgência.

Conforme noticiou, à época, o JB Litoral, a medida reunificou pastas que haviam sido desmembradas em janeiro deste ano, sob a justificativa de que a “experiência prática dos primeiros meses revelou a necessidade de reorganização para garantir o pleno funcionamento da máquina pública e a execução eficaz das políticas municipais”.
Agora, passados 30 dias da fusão de pastas, a reportagem conversou com o secretário municipal de Governo, Thiago Campos. Após a segunda reforma promovida pela atual gestão, Campos passou a também comandar as atribuições da Secretaria de Comunicação (Secom), que se uniu à Secretaria Municipal de Governo (Segov).
Mais de R$ 2,3 milhões
De acordo com o secretário de Governo, os ajustes representam uma economia milionária aos cofres municipais e os recursos são revertidos em mais serviços para a população.
“As duas reformas totalizam R$ 2.376.204,85, por ano. Toda a economia de dinheiro público sempre é revertida para a população. Acabar com os excessos, revisar contratos e enxugar a máquina pública, de forma geral, possibilitam, primeiramente, a minimização dos impactos negativos deixados por má gestão anterior, além de investimentos em diversas áreas da sociedade”, detalhou Thiago Campos.
O secretário também explicou os motivos que levaram à Prefeitura a reverter as mudanças feitas no início da gestão.
“Na gestão pública, ajustes sempre são necessários, à medida que as transformações ocorrem e que as necessidades da população se acentuam em uma ou outra área. É preciso sempre equilibrar a capacidade financeira do município e as necessidades da população. O mais importante é que todas as mudanças realizadas diminuíram os gastos do Município e otimizaram os trabalhos em favor da população”, disse.
Já em relação a destinação dos recursos economizados, Campos afirmou que vão para algumas finalidades, como: “reposição do déficit orçamentário da gestão anterior e áreas como saúde, educação e segurança de forma geral”, disse.
Mais entregas para o ano que vem
Thiago Campos encerrou a entrevista fazendo um balanço deste ano para a gestão municipal e fez projeções para 2026.
“Foi um ano de muitos desafios, com um orçamento feito pela administração anterior e com muitas dificuldades, já que os valores previstos eram inferiores aos contratos já firmados. Por isso, foram necessários vários ajustes para que os compromissos fossem honrados, além, é claro, de já iniciarmos a transformação de que a cidade precisa”, defendeu.
“Para 2026, com o planejamento estabelecido e a máquina mais azeitada, teremos ainda mais entregas. Posso citar, por exemplo, uma grande transformação na mobilidade urbana da cidade, grandes investimentos na saúde e na segurança pública com a nova muralha digital, também excelentes resultados”, concluiu o secretário de Governo.