Pintura no Aquário de Paranaguá homenageia mestres do fandango caiçara


Por Redação, com informações da Assessoria de Imprensa

O Aquário de Paranaguá começou a receber, nesta quinta-feira (15), um mural de 1.800 metros quadrados em homenagem ao fandango caiçara, manifestação cultural tradicional da região. A pintura faz parte do projeto Museu Urbano do Fandango Caiçara, idealizado pelo artista plástico Gio Negromonte.

Pintura aquario Paranagua
Esboço de obra que deve ser realizada no aquário de Paranaguá. Imagem: Gio Negromonte

Segundo o artista, a proposta do projeto é criar murais e monumentos urbanos que valorizem e preservem a memória dos mestres e mestras que mantêm viva a tradição do fandango.

Um dos principais homenageados nesta etapa é José Martins Filho, o Mestre Zeca da Rabeca, reconhecido oficialmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Considerado um ícone da cultura caiçara, Mestre Zeca se destaca pelo domínio da rabeca — instrumento símbolo do fandango — e pelo compromisso com a transmissão oral das tradições populares.

“A arte criada traz a figura do Zeca como um dos elementos centrais, para que ele se veja, se reconheça e se sinta homenageado em vida por seus feitos”, destaca Gio Negromonte.

Pintura iniciou nesta quinta (15). Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A diretora do Aquário de Paranaguá, Camila Meira, destaca o impacto positivo da obra para o espaço e para a cidade. “A nova arte, inspirada no fandango, trará ainda mais vida e identidade ao nosso espaço, celebrando a cultura local e reforçando nosso compromisso com a educação”, afirma.

A primeira etapa da pintura está programada para ocorrer até o dia 18 de maio, com continuidade prevista para os dias 24 e 25. A conclusão da obra e a apresentação oficial ao público devem ocorrer até o fim do mês.

Museu Urbano do Fandango Caiçara

Iniciado em 2024, o Museu Urbano do Fandango Caiçara pretende transformar Paranaguá em uma galeria de arte a céu aberto. O projeto soma-se a outras iniciativas de valorização da arte urbana local, como o Paranaguá Mais Cores — responsável por cerca de 50 murais — e o Andada, que revitalizou a ponte que liga a cidade à Ilha dos Valadares.

As primeiras ações do museu ocorreram na própria Ilha dos Valadares, com murais que retratam instrumentos típicos do fandango, como a rabeca artesanal, construída por mestres locais. As obras também incluem placas descritivas com informações sobre os homenageados, promovendo educação patrimonial e reconhecimento público.

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