Ponte de Guaratuba se aproxima da entrega e área das balsas deve virar complexo náutico


Por Maisy Pires

A conclusão da Ponte de Guaratuba, prevista para os próximos dias, deve encerrar a travessia por ferryboat no Litoral do Paraná e abrir caminho para um novo projeto de desenvolvimento na região.

Com o fim da operação das balsas, a área atualmente utilizada como canteiro de obras e apoio logístico será transformada em um complexo náutico com foco no turismo e na geração de empregos.

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2/2 Complexo Náutico em Guaratuba deve ser construído em canteiro de obras da ponte. Foto: Arnaldo Neto/AEN

De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), o projeto acompanha o crescimento do turismo náutico no Estado, que já ocupa posição de destaque no país. “O Paraná é o segundo estado com mais embarcações no Brasil. Esse setor gera muitos empregos, desde manutenção de barcos até prestação de serviços. O potencial turístico náutico que nós temos é gigantesco”, afirmou.

O projeto vem sendo estruturado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento do Paraná, dentro de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), coordenado pela Paraná Parcerias.

Confira a entrevista do Ratinho Junior:

Estudos técnicos foram entregues

Na tarde do dia 3 de março de 2026, foi realizada a entrega formal dos estudos técnicos de viabilidade do Complexo Náutico de Guaratuba. A SEPL, por meio da Unidade Gestora do Paraná Parcerias (UGPAR), recebeu as duas empresas habilitadas para apresentação dos projetos. A reunião ocorreu na Sala de Situação da secretaria, com a presença de integrantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Secretaria do Planejamento recebe propostas de projetos para o Complexo Náutico de Guaratuba. Foto: Mateus Hoffmann/SEPL

Os estudos, previstos no Edital de Chamamento Público nº 02/2025 – PMI/SEPL, contemplam análises de viabilidade técnica, operacional, econômico-financeira e jurídico-institucional, que servirão de base para a futura estruturação de uma parceria público-privada (PPP).

Segundo o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, a proposta busca dar uso estratégico à área que será desativada com o fim das obras. “Após a conclusão da construção da ponte, vamos ocupar de forma inteligente um espaço que ficaria ocioso. Isto vai impulsionar economia local e náutica, atrair investidores e turistas, gerar empregos diretos e indiretos e aumentar os serviços na região”, afirmou.

O chefe da Unidade Gestora do programa, Luiz Moraes Junior, destacou que os estudos reforçam o potencial do Litoral. “Os estudos evidenciaram o potencial do litoral paranaense para as atividades náuticas e também a importância de se criar um ambiente de lazer para o uso da população e para atração dos turistas”, disse.

Os estudos apresentados agora passam pela análise de um Grupo de Trabalho (GT), que deve avaliar o cumprimento das exigências do edital e subsidiar a decisão do Conselho do Programa de Parcerias do Paraná (CPAR) em até 30 dias. Após essa etapa, o projeto seguirá para consulta e audiência públicas antes da modelagem final e futura licitação.

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