
Um levantamento feito pela empresa de segurança digital PSafe, realizado em 2020, estimou que, somente em um mês daquele ano, 453 mil pessoas tiveram o WhatsApp clonado ou tiveram a conta falsificada – uma média de 15 mil vítimas por dia. Desta vez, quem caiu no mesmo golpe foi o prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque (Podemos).
Ele anunciou, por meio do seu perfil no Facebook, na manhã desta terça-feira (10), que criaram uma conta no aplicativo de mensagem e utilizaram sua foto e seu nome para pedir dinheiro às pessoas. “Por favor, denunciem esse número. Vou fazer Boletim de Ocorrência”, disse.
O uso de contas falsas para enganar contatos é um tipo de golpe que se tornou bastante popular nos últimos anos. O criminoso cria uma conta no WhatsApp com um número novo e registra como se fosse a vítima, copiando seu nome, foto de perfil e status. Depois, envia uma mensagem aos familiares e amigos afirmando ter “trocado de número” e pedindo dinheiro emprestado, geralmente para situações com suposta urgência.
O que fazer se for vítima do golpe?
Se, assim como o prefeito de Paranaguá, você também for vítima desse golpe, informe o quanto antes a sua rede de contatos que não se trata de você. O registro de um Boletim de Ocorrência é importante, além de contatar a operadora de telefonia para denunciar que aquele determinado número está sendo utilizado para práticas criminosas.
Outra dica é limitar ao máximo o acesso a fotos à terceiros. Alguns aplicativos, como o WhatsApp, oferecem a opção de mostrar sua foto de perfil apenas aos seus contatos.
De acordo com a Lei 14.155/21, a prática de fraudes, estelionatos, invasão de dispositivos com o intuito de furtar, apagar ou alterar dados nos meios digitais, incluindo os golpes via WhatsApp, pode resultar em uma condenação de quatro a oito anos de prisão.
*Com informações da BBC