
Começaram na segunda-feira (15), em Paranaguá, as atividades do Projeto Iguapé, uma iniciativa da Paranaguá Saneamento com foco na educação ambiental. Um grupo realiza a ação itinerante em 15 escolas de Paranaguá, ao longo de dez dias, levando arte e ciência para estudantes. Na terça-feira (16), o projeto esteve na Escola Municipal Dr. Aníbal Ribeiro Filho, no bairro Parque Agari.
O diretor geral da Paranaguá Saneamento, Wagner Souza, disse que o projeto mostra, de forma lúdica, a importância do tratamento da água e esgoto.
“O projeto é voltado para o saneamento básico, mas personalizada para Paranaguá. Temos uma atividade que a gente utiliza os óculos de realidade virtual e ele simula todo o curso da água aqui da cidade, do Rio Itiberê até chegar nas nossas captações para tratamento e distribuição da água. Os estudantes participam de uma aula show bem interativa e lúdica”, explicou Wagner.
Os alunos dessas escolas participam de uma aula-show interativa, onde cientistas encenam o percurso da água no planeta e explicam como o saneamento transforma a qualidade de vida das pessoas.
“Fazemos muitos projetos sociais, sempre com o objetivo de estarmos mais próximos da população. Além de prestarmos um bom serviço, buscamos a excelência. Também queremos deixar um legado para a cidade, trazendo essa educação ambiental, principalmente para os jovens”, afirmou Wagner.
Um dos destaques da experiência é a “fórmula da água limpa”, um experimento cênico conduzido pelos personagens Dr. Saneamento e Dra. Tratamento, que demonstra como a ciência pode recuperar a água poluída e devolvê-la à natureza de forma segura.
A coordenadora de equipe do Projeto Iguapé, Anne Martins, disse que o projeto surge da vontade de educadores e de empresas de fazerem atividades voltadas para a escola pública e que contemplam várias frentes do ensino.
“São projetos que trabalham com a questão da interdisciplinaridade. Criamos várias atividades, como o ateliê, onde trabalhamos a parte lúdica da criança e apresentamos vários materiais diferenciados que elas normalmente não usam”, declarou Anne.
Realidade virtual
A apresentação nas escolas conta com uma experiência imersiva em realidade virtual, permitindo que os participantes “mergulhem” no caminho da água pelos rios de sua cidade, estações de tratamento e sistemas de distribuição. O projeto é inclusivo e possibilita a participação de alunos com deficiência sem qualquer restrição.
Através de óculos de realidade virtual, os estudantes podem fazer um passeio pelos rios das regiões. “Fazemos também uma pegada hídrica, que é uma atividade que amplia o conhecimento e a consciência da criança acerca do consumo diário de água, de lavar a mão, escovar os dentes, comprar uma roupa”, afirmou Anne.
O projeto também oferece uma atividade com um laboratório de ciência, no qual os estudantes podem acompanhar a etapa de limpeza das águas.