Projeto nas escolas do Paraná busca facilitar entrada de estudantes no mercado de trabalho


Por Maria Heiffer

As escolas da rede pública estadual do Paraná vão realizar, entre 30 de março e 17 de abril, o cadastro de estudantes na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e na plataforma Emprega Brasil. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná e o Ministério do Trabalho e Emprego.

Estado investe em tecnologia e eleva desempenho dos estudantes –
O estudante que quer trabalhar, mas não sabe por onde começar, passa a ter orientação sobre onde buscar vagas. Foto: Lucas Fermin/SEED

A iniciativa tem como objetivo facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho formal e ampliar o acesso a vagas de emprego, programas de aprendizagem profissional e políticas públicas de empregabilidade.

De acordo com a técnica pedagógica da educação profissional do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá (NRE), Jocilene do Rocio Mariotto, em entrevista ao JB Litoral, o principal foco da iniciativa é despertar nos estudantes da rede pública a possibilidade real de inserção no mercado de trabalho.

“A importância desse projeto é instigar o estudante da rede pública a enxergar a possibilidade de entrar no mercado de trabalho. É um programa para toda a rede estadual, para alunos a partir de 14 anos, que já possuam CPF, item fundamental para fazer o cadastro na carteira de trabalho digital”, explicou.

O estudante que quer trabalhar, mas não sabe por onde começar, passa a ter orientação sobre onde buscar vagas, por meio de agentes integradores e qualificadores”, afirmou Jocilene. Maria Heiffer/JB Litoral

De acordo com a Secretaria de Educação, podem participar estudantes da rede estadual a partir de 14 anos, desde que tenham CPF. Segundo Jocilene, cada escola terá um responsável para orientar os alunos durante o processo de cadastro, que será realizado com apoio dos laboratórios de informática das unidades.

“A escola vai fazer um levantamento dos alunos a partir de 14 anos, identificar quem já possui CPF e, aos poucos, esse profissional vai trabalhar com os estudantes o passo a passo do cadastro da carteira de trabalho digital, utilizando o laboratório de informática, que praticamente todas as escolas da rede já possuem”, detalhou.

A técnica pedagógica ressaltou que o cadastro não significa encaminhamento direto para vagas de emprego, mas representa um passo importante para aproximar os estudantes das oportunidades existentes em cada município.

“Esse trabalho serve para abrir portas. A empregabilidade sempre foi uma vertente da educação profissional, mas agora está sendo ampliada para toda a rede estadual. O estudante que quer trabalhar, mas não sabe por onde começar, passa a ter orientação sobre onde buscar vagas, por meio de agentes integradores e qualificadores”, afirmou.

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