
A Prefeitura de Guaratuba anunciou, por meio do Decreto Nº 25.000, publicado nesta quarta-feira (19), a anulação da prova da primeira fase do Concurso Público para o cargo de Guarda Civil Municipal (GCM), que foi realizada no último dia 9. A decisão foi tomada após a identificação de equívocos graves relacionados à impressão e quantidade de questões aplicadas no exame.
Com base nas disposições do artigo 76, inciso X, da Lei Orgânica Municipal e com o intuito de garantir a lisura, a imparcialidade e a igualdade de oportunidades entre os candidatos, a prefeita em exercício, Cátia Silvano (PROS), presidente da Câmara de Vereadores, determinou a anulação da prova e a realização de um novo exame, no dia 3 de setembro.
A Comissão Organizadora do Concurso Público será responsável por adotar todas as medidas necessárias para informar aos candidatos sobre a anulação da prova e os procedimentos a serem seguidos para a realização do novo exame. A medida tem como objetivo assegurar a transparência do processo seletivo e corrigir as irregularidades que foram identificadas.
Segundo Cátia Silvano, a decisão de anular a prova foi tomada após uma análise minuciosa da Comissão Organizadora, que identificou problemas significativos que poderiam comprometer a isonomia entre os concorrentes. “Dessa forma, a Prefeitura busca corrigir a situação e garantir a lisura de todo o processo de seleção para o cargo de Guarda Civil Municipal”, disse.
Os candidatos que participaram da prova anulada devem ficar atentos às informações divulgadas pela Comissão Organizadora, que em breve deverá comunicar os detalhes sobre a realização da nova prova, bem como o novo cronograma estabelecido.
Confira o cronograma completo divulgado nesta quarta (19):
Relembre o caso
A expectativa era grande para os mais de 3,5 mil inscritos no concurso da GCM de Guaratuba, cuja prova objetiva ocorreu no domingo, dia 9 de julho. Mas logo que os candidatos começaram a deixar os locais de prova o assunto começou a repercutir nas redes sociais.
De acordo com os candidatos que procuraram o JB Litoral, as irregularidades iniciaram com a quantidade de questões divergentes do que constava em edital, o qual previa 30 questões e no caderno vieram 35. Como se não bastasse a quantidade superior, a numeração estava errada: o caderno de provas continha da questão 1 a 15, depois pulava direto para a questão 21 e seguia até a 40, totalizando 35. Além disso, os candidatos afirmaram que muitos assuntos que estavam em edital não caíram na prova.
Em nota divulgada no site da Coordenadoria Geral de Concursos e Processos Seletivos (COGEPS), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), organizadora do concurso, a instituição reconheceu que “houve uma discrepância no número de questões da prova objetiva em relação ao previsto no Edital de Abertura nº 001/2023, o qual seriam 30 questões. Tal discrepância ocorreu devido a um erro interno durante a conferência do caderno de provas, resultando em um total de 20 questões específicas, em vez das 15 previstas no edital. Em decorrência disso, a coordenação do concurso decidiu imediatamente desconsiderar as questões de número 36 a 40 para todos os candidatos”.
Contudo, a instituição defendeu que todos os candidatos responderam às mesmas questões e igual número, com os mesmos pesos. “Ressaltamos que esse incidente causou momentaneamente desconforto e insegurança aos candidatos, porém, reafirmamos que eles não serão prejudicados de forma alguma. Além disso, informamos que a leitura dos cartões de respostas será programada para não considerar as questões que foram desconsideradas”, finalizava o comunicado.
No dia posterior à realização da prova, 10 de julho, o prefeito de Guaratuba, Roberto Justus (União), publicou um vídeo no qual informava que estava buscando os meios de anular o exame.