“Se não fosse ele, seria uma tragédia”: pai agradece policial que salvou filha de afogamento em Matinhos


Por Maisy Pires

Um policial militar de folga salvou uma adolescente de 13 anos que se afogava na Praia Brava, em Matinhos, na tarde desta quarta-feira (15). A situação aconteceu quando o pai e a madrasta da menina se afastaram por alguns minutos, e a adolescente acabou sendo arrastada pelo mar.

O pai, emocionado, relatou que se não fosse a intervenção do Cabo Andrioli Júnior, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), o que deveria ser uma lembrança feliz das férias teria se tornado uma tragédia. “Se não fosse ele, minha filha não estaria viva. O que deveria ser uma lembrança feliz das férias quase se transformou em uma tragédia”.

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Cabo Andrioli acionou a PM para registrar o Boletim de Ocorrência. (Foto divulgada com autorização do pai).

Gelzon Metzler Gomes, pai da adolescente, conversou com o JB Litoral e contou que a família havia se afastado por alguns minutos para ir a um quiosque, quando a filha entrou na água com outras crianças e foi arrastada pelo mar. “Ficamos de olho nas crianças o tempo todo. Porém, um dos meus filhos mais novos, de 4 anos, parou de entrar na água e começou a ranger os dentes de frio. Resolvi ir até o carro buscar uma toalha e uma camiseta para ele, avisando às crianças que seria rápido, confiando que elas ficariam bem por alguns minutos. De repente, minha filha Izabelly veio correndo me avisar que a Julie estava se afogando. Foi um momento de desespero total”, relatou.

O Cabo Andrioli, que estava na praia com sua família, percebeu o risco e entrou imediatamente no mar. “Notei a jovem afundando e retornando à superfície com dificuldade, a cerca de cem metros da areia. Diante do risco de morte, não pensei duas vezes”, disse o policial. Ele conseguiu manter a adolescente com as vias aéreas fora d’água e trazê-la de volta à praia, onde a menina recobrou a consciência após expelir grande quantidade de água.

Gelzon ressaltou o momento de alívio ao encontrar o policial com a sua filha. “Enquanto eu voltava com Izabelly, que trouxe a notícia, já encontrei o Junior prestando os primeiros socorros a Julie, dando até uma lata de refrigerante para ajudá-la a se acalmar e retirar o gosto de água salgada do trauma que ela havia passado”, contou o pai.

Gelzon e suas filhas Izabelly e Julie. Foto: arquivo pessoal.

“Graças a Deus, em primeiro lugar, e graças ao Junior, policial militar, hoje posso fazer esse relato e expressar minha gratidão. Se não fosse por ele e por minha família naquele momento, certamente teríamos passado por uma tragédia que jamais imaginávamos”, completou.

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