Na quinta-feira (16), o secretário de Estado das Cidades do Paraná, Guto Silva, esteve em Paranaguá e garantiu o investimento inicial de R$ 25 milhões para a conclusão da obra da Avenida Senador Atílio Fontana. Esta, que é uma das principais vias de acesso à área industrial do município, deve receber 7 km de pavimentação em concreto a partir de um projeto custeado por empresários da região e investimentos do Governo do Estado.

Segundo informações apuradas pelo JB Litoral, a previsão é que o projeto seja entregue até o dia 30 de outubro e, a partir disso, sejam definidos os custos totais da obra. A recuperação da Avenida é uma “força-tarefa” entre a iniciativa privada, a Prefeitura de Paranaguá e o Governo do Estado.
Presente na reunião, o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), afirmou que o encontro foi produtivo com a apresentação de soluções para o entrave da obra na Atílio Fontana. Segundo ele, o secretário Guto Silva reafirmou seu compromisso com o crescimento da cidade com o aporte de recursos para a realização dos serviços.
“A Atílio Fontana concentra grande movimentação de caminhões e acesso a empresas importantes. A pavimentação em concreto, orçada em cerca de R$ 25 milhões, é o que deve ser feito ali, garantindo durabilidade, segurança e melhores condições de mobilidade. É mais um passo para continuar fazendo Paranaguá crescer”, disse Adriano.
Obra estratégica
A visita do secretário das Cidades à Paranaguá foi justificada pelo interesse em ouvir o setor produtivo e alinhar as prioridades com a Prefeitura. Para ele, o investimento é estratégico, devido ao escoamento de cargas e ao ordenamento do trânsito da cidade.
“Saio daqui com muitas boas ideias e sugestões. Entre elas, a pavimentação da Atílio Fontana, uma via essencial para o transporte de contêineres, que vai desafogar outras rotas da cidade. Os empresários estão doando o projeto, a Prefeitura fará os complementos e o Governo do Estado vai garantir os recursos”, destacou Guto Silva.
Ele ainda menciona outras obras importantes previstas para a cidade, como a revitalização da Orla do Rio Itiberê, o novo terminal de passageiros do porto e o avanço do projeto de viadutos em U na Avenida Roque Vernalha. “Paranaguá vive um período extraordinário, com obras que estão mudando a cara da cidade”, complementou Guto.
Iniciativa privada
O Movimento de Empresários do Setor Portuário de Paranaguá (MESPP) buscou a adesão de 21 empresas para a doação de valores destinados à revisão do projeto de recuperação da Avenida Senador Atílio Fontana e para a construção da Estrada do Ribeirão. As intervenções prometem melhorar o tráfego pesado de caminhões e resolver problemas antigos de mobilidade urbana que afetam moradores e empresas.
O empresário Leandro Klaus, um dos articuladores do MESPP, disse que, até então, o assunto era alinhado com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil) e que, na última reunião, receberam também o apoio da Secretaria das Cidades.
“Na oportunidade em que o Guto Silva esteve aqui, eu expus a ele o nosso projeto. O Governo do Estado informou que faria a execução da obra, e ele também se propôs a ajudar na execução. Acredito que, agora, os próximos passos sejam reunir todos para entender exatamente de qual secretaria partirão os recursos e fazer a dotação dos valores. A Prefeitura, por sua vez, deve conduzir a licitação no ano que vem”, analisou Klaus.
Paralisação dos serviços
Em 2023, foi firmado um contrato com o Consórcio Alexandra (formado pelas empresas Copasa, BRF e Serra da Prata) para a recuperação da Avenida Atílio Fontana e previsão de entrega da obra em 540 dias. No entanto, ocorreu a rescisão do contrato em 2024, passando para o Município a gestão da obra.
O Consórcio Alexandra executou 24,60% das obras e, após a rescisão contratual, o município executou 15,20%, totalizando 39,80%, de acordo com o relatório elaborado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas, neste ano. Ainda no relatório que o JB Litoral teve acesso, consta que a readequação dos projetos era necessária pelo custo das desapropriações previstas no contrato inicial e das chamadas obras de arte estarem acima do esperado.