SEMEDI diz que nota fria das canaletas não interfere na prestação de contas da escola


Por Redação JB Litoral

Governo Federal quer ressarcimento dos recursos de obra paga com nota fiscal irregular Foto:JB
 

Uma minuciosa investigação do JB, após receber denúncia da Associação de Pais e Professores (APP) da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Dr. Aníbal Ribeiro Filho”, constatou grave irregularidade na nota fiscal usada por Jeferson Camargo Bezerra, para receber R$ 6 mil pela obra de acessibilidade, por meio da colocação de canaletas no pátio da escola ano passado em Paranaguá.

Nesta semana, uma nova denúncia dando conta de que o Governo Federal está cobrando da escola, o ressarcimento dos R$ 6 mil da obra, feita com recursos federais do programa de acessibilidade da Associação de Pais e Professores (APP), em razão da ilegalidade da nota fiscal.

Vale lembrar que, em razão desta situação e o fato de ter sido levada ao conhecimento do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal convocou a Secretária Municipal de Educação em Tempo Integral, Hilda Werner, a Ex-diretora Josiane Ribeiro e da Ex-presidente da APP, Rosane de Oliveira da Cruz, para prestarem depoimento em fevereiro. Desde então, o caso ganhou a esfera federal e os recursos estão sendo cobrados, segundo a denúncia que chegou até a redação do JB. Na quarta-feira (28) o clima ficou tenso na escola com a Semedi indo até a mesma para falar sobre o assunto com o atual presidente da APP.

 Na reportagem feita em janeiro deste ano, a Semedi não respondeu a maioria dos questionamentos feitos pelo JB e coube à prefeitura se manifestar sobre a denúncia de possíveis desvios de finalidade dos recursos federais dos projetos Escola Acessível, Mais Educação e Escola Comunidade disponibilizados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), na Escola Aníbal Ribeiro Filho.

Mais uma vez, a reportagem do JB procurou a Semedi para saber da veracidade destes últimos acontecimentos que disse não ser verídica a informação que a obra de acessibilidade terá de ser paga novamente, desta vez, pela direção da escola ou APP.

 

Sem problemas com a nota fria

Além de contestar a denúncia, a Secretaria de Educação se manifestou sobre como ficou a prestação de contas da escola em razão desta obra ter sido paga com uma nota fiscal fria. Segundo a Semedi, “a nota fiscal não está em questionamento e sim a classificação da despesa”. O que sugere não haver problemas com a ilegalidade da nota. Questionada se esta situação gerou problemas na desaprovação das contas do FUNDEB do exercício de 2015, a Semedi disse ainda que, “os valores ora discutidos não foram custeados com recursos do FUNDEB, razão pela qual não integram a Prestação de Contas do Fundo”.

Todavia, na reportagem feita em janeiro, a prefeitura garantiu que não medirá esforços para elucidar as denúncias investigadas pela Polícia Federal e, nesta semana, o JB procurará a prefeitura para saber como está a situação do Processo Administrativo protocolado sob o nº 24762/2015 em julho do ano passado junto à Controladoria Geral do Município, aberto para apurar a execução justamente da obra de acessibilidade que resultou no pagamento dos R$ 6 mil reais com a nota fiscal de uma empresa fechada.

 

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