Moradores do bairro Jagatá, em Antonina, participaram na manhã deste sábado (23) de um simulado de inundação realizado pela Defesa Civil. A comunidade fica em uma área de mangue próxima da baía e é considerada uma das regiões mais vulneráveis da cidade durante períodos de chuva forte e maré alta.
A movimentação começou logo pela manhã, com viaturas, bombeiros, ambulância e equipes percorrendo a principal rua do bairro. O treinamento simulou uma situação de emergência causada pelo avanço da água, cenário que moradores da região já enfrentaram em outros períodos de temporais.

Bairro já enfrentou alagamentos
Segundo a Defesa Civil, o Jagatá foi escolhido justamente pelo histórico de ocorrências na região. Em situações anteriores, moradores chegaram a ficar ilhados por conta da elevação da maré combinada com fortes chuvas.
Hoje, cerca de 53 pessoas vivem nas 23 residências da comunidade, que possui acessos mais difíceis em períodos de alagamento.
“Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair”, explicou o secretário municipal da Defesa Civil, Sidnei Train.
Retirada das famílias foi simulada
Durante o exercício, os moradores foram orientados a deixar as casas e seguir até um ponto de encontro definido previamente pelas equipes. Dois ônibus fizeram o transporte até a Escola Municipal Gil Feres, utilizada como abrigo temporário durante o treinamento.
No local, as famílias passaram por cadastro e receberam orientações sobre como agir em situações de risco, desde os primeiros sinais de inundação até a necessidade de evacuação.
O simulado também contou com treinamento de resgate de uma pessoa com dificuldade de locomoção, além de testes de comunicação e deslocamento das equipes de emergência.
Trabalho preventivo
A ação reuniu cerca de 50 profissionais entre Defesa Civil estadual e municipal, Corpo de Bombeiros, secretarias da Prefeitura e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
Segundo as equipes, o objetivo foi avaliar o tempo de resposta e identificar possíveis dificuldades de acesso ao bairro em um cenário real de inundação.