
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) retirou de pauta o pedido de revisão criminal de Beatriz Abagge, que foi acusada pela morte do menino Evandro Ramos Caetano em Guaratuba, num caso que ficou conhecido em todo o Brasil.
Na quinta-feira (1º), os desembargadores da sessão entenderam que o caso não poderia ser julgado integralmente por juízes substitutos.
Em nota, a assessoria de imprensa do TJ-PR informou que a medida foi necessária “para possível readequação do quórum de julgamento”. A assessoria explicou que não há uma nova data para o julgamento.
O pedido de revisão do processo criminal foi feito pela defesa de três acusados: Beatriz Abagge, Osvaldo Marcineiro e Davi dos Santos Soares. A defesa deles quer que as condenações sejam anuladas.
Os advogados também pedem uma indenização para os três condenados. A defesa afirma que há novas gravações que mostram a tortura por parte de agentes do estado responsáveis pela investigação do caso.
Relembre o caso:
Sete pessoas foram acusadas pelo desaparecimento de Evandro Oliveira Ribeiro, menino morto em 1992, em Guaratuba, em uma ocorrência que ficou conhecida como o “Caso Evandro” e “As Bruxas de Guaratuba”.
A família que, na época, comandava Guaratuba, uma vez que Aldo Abbage, pai de Beatriz, era prefeito da cidade, ficou conhecida pelo desaparecimento e morte da criança de 6 anos num suposto ritual.
Beatriz chegou a ser condenada, teve perdão judicial e atualmente pede a revisão à Justiça.