UFPR pretende oferecer transporte gratuito para alunos e servidores entre Paranaguá e Matinhos


Por Thais Skodowski

Promessa de campanha da nova Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a implantação do ônibus intercampi entre Paranaguá e o campus da UFPR Litoral, em Matinhos, foi um dos temas debatidos pelo reitor Marcos Sunye durante visita de sua comitivaao Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), na última sexta-feira (14). A medida faz parte de um amplo projeto de fortalecimento da atuação da universidade no Litoral do Estado.

Reitor afirmou que o MAE é um dos museus mais importantes da UFPR. Foto: Maisy Pires/JB Litoral
Reitor afirmou que o MAE é um dos museus mais importantes da UFPR. Foto: Maisy Pires/JB Litoral

A oferta do transporte gratuito a alunos, professores e servidores, por exemplo, é uma das principais reivindicações da comunidade acadêmica local. A maior parte dos alunos matriculados na UFPR Litoral, com aulas tanto em Matinhos quanto em Pontal do Paraná, são moradores de Paranaguá, o que reforça a necessidade do poder público trabalhar em conjunto para facilitar o acesso dos alunos ao ensino superior.

Inicialmente, a nova gestão busca transformar o MAE em uma unidade acadêmica, o que permitiria à universidade expandir suas atividades em Paranaguá.

“Queremos trazer mais cursos para cá e ampliar os projetos de extensão que já impactam as ilhas e a cidade. Isso fortaleceria a presença da UFPR na região”, destacou o reitor Marcos Sunye.

 A transformação do Museu em Campus justificaria também a implantação do ônibus intercampi, tendo em vista a política de interligação das unidades da UFPR.

O reitor da UFPR, Marcos Sunye, durante visita de sua comitiva ao Museu de Arqueologia e Etnologia, na última sexta-feira (14), em Paranaguá. Foto: Maisy Pires/JB Litoral

Parceria com a Prefeitura

Além disso, há uma intenção clara de estreitar os laços com a Prefeitura de Paranaguá, o que inclui parcerias para melhorar o acesso ao ensino superior.

“Estamos estudando uma cooperação com a Prefeitura para facilitar essa mobilidade. A maioria dos alunos do UFPR Litoral são daqui, então existe uma necessidade grande de transporte”, explicou Sunye.

De acordo com o coordenador de extensão da UFPR, Rodrigo Mengarelli, a proposta está alinhada com a política de expansão da universidade no Litoral e quer diminuir o impacto da distância no dia a dia dos alunos.

“Se o MAE se tornar um polo de ensino, poderemos incluir o transporte intercampi na rotina da UFPR, viabilizando o acesso gratuito aos estudantes. A ideia é ajudar a reduzir essas barreiras, promovendo maior inclusão no ensino superior”, afirmou.

 Fortalecimento do MAE

 A nova gestão da UFPR, eleita no final do ano passado, deve fortalecer o MAE como um importante centro cultural e acadêmico. Segundo o reitor, o Museu de Arqueologia e Etnologia foi escolhido para o encontro por sua importância histórica e arquitetônica, além do valioso acervo cultural que abriga.
 
“O MAE é um dos nossos museus mais importantes, tanto pelo prédio histórico quanto pelo acervo que ele possui. Nossa ideia é consolidá-lo como uma unidade muito importante para a UFPR”, afirmou Sunye.

A valorização da cultura caiçara é outro ponto central da nova gestão da UFPR. A diretora do MAE, Bruna Portela, destacou que o museu tem desempenhado um papel fundamental na preservação e difusão da cultura local.

 “Estamos aqui há dez anos articulando ações com lideranças comunitárias, promovendo eventos culturais e educativos que fortalecem a identidade caiçara“, contou Portela.

A diretora do MAE, Bruna Portela, destaca que o museu tem desempenhado um papel fundamental na preservação da cultura caiçara. Foto: Maisy Pires/JB Litoral

Atualmente, o museu abriga três exposições de longa duração: “Assim Vivem os Homens”, sobre cultura popular; “Romaria do Divino, Kaysara”; e “Iguamiri”, que explora a tradição da canoa guarani.

 “Queremos ampliar o alcance dessas exposições e criar novas parcerias com a Secretaria de Educação e Cultura de Paranaguá, para que o museu se torne um espaço de diálogo e valorização cultural“, explicou a diretora.

 Ilha dos Valadares no radar da UFPR

A parceria com a Prefeitura de Paranaguá não para por aí. A universidade tem feito um levantamento topográfico na Ilha dos Valadares e a caracterização das áreas caiçaras. Quando finalizado, a UFPR deve entregar o estudo à Prefeitura, contribuindo para a melhoria da compreensão das raízes caiçaras na cultura parnanguara.

 O turismo na ilha também deverá ser mais explorado. O coordenador de extensão da UFPR explica que a universidade tem projetos que combinam muito com ações que podem ser realizadas na ilha.

“Nós temos projetos de extensão de turismo com base comunitária que podem estar auxiliando a fazer essa ideia do passaporte da ilha dos Valadares, que é uma ideia muito interessante”, relatou Mengarelli.

Quem também participou da reunião foi justamente o secretário regional da Ilha dos Valadares, Marcelo Dias. Ele lembrou que a UFPR já auxilia com projetos na ilha há 10 anos, citando o BagrICH – que promove uma interação cultural e humanística da universidade com o povo parnanguara, com ações em parceria com a comunidade, lideranças e rede escolar.

Marcelo Dias, secretário regional da Ilha dos Valadares, e Rodrigo Mengarelli, coordenador de extensão da UFPR. Foto: Maisy Pires/JB Litoral

“Saímos muito empolgados da reunião. Teremos ações conjuntas com as demais secretarias, desde o Turismo, Cultura, Urbanismo, Planejamento e Desenvolvimento. E o mais importante, levar o nome da Ilha dos Valadares e suas potencialidades”, comentou.


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