
Fonte: Aen
Aproximadamente 3,7 toneladas de lixo foram retiradas dos manguezais na região de Paranaguá somente neste ano. O volume de resíduos coletados entre janeiro e setembro é 560% maior do que o total removido em todo o ano passado. O aumento é resultado da intensificação dos mutirões de limpeza feitos de forma conjunta pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e empresas que integram a comunidade portuária.
Desde 2016, quando a Appa deu início ao Programa de Monitoramento de Manguezais e passou a fazer mutirões bimestrais para a limpeza das áreas, foram 4 mil e 900 quilos de lixo retirados do meio ambiente. Regularmente são feitas limpezas nos mangues do Rocio e Oceania, além da Ponta da Pita, em Antonina.
De acordo com o diretor de Meio Ambiente, Bruno Guimarães, neste ano mutirões especiais foram promovidos em comunidades ilhadas e às margens do Rio Itiberê, em parceria entre a autoridade portuária, o setor privado e a comunidade local. “Além da limpeza, a administração dos portos paranaenses avalia o desenvolvimento das árvores e os processos de erosão nas áreas de mangue. Ao todo, são monitoradas 564 árvores das espécies mangue-vermelho, mangue-negro e mangue-branco”, diz. Segundo ele, os técnicos acompanham dados como crescimento e diâmetro, avaliam impactos naturais, como a ação das correntes marítimas, e possíveis impactos decorrentes da ação humana.
De acordo com Bruno, apesar de significativa, a quantidade de lixo coletada indica que ainda é preciso conscientizar mais pessoas para a proteção dos mangues. “A Appa registra o estado de conservação dos bosques de mangue em cinco áreas representativas no entorno do Complexo Estuarino de Paranaguá: Rocio, Oceania, Amparo, Ilha do Mel e manguezais no entorno do Porto de Antonina. As análises são trimestrais e usam equipamentos e registros fotográficos para acompanhar o crescimento ou a estabilidade da vegetação”, declara.
Ele ainda afirma que outra ação analisa a erosão ou sedimentação nos manguezais e que os processos acontecem naturalmente no ambiente, mas podem ser intensificados pela interação humana. Por isso, a Appa faz visitas a cada quatro meses, no mínimo, em mangues e praias de Amparo, Encantadas, Maciel, Oceania, Piaçaguera, Rocio, e no entorno do Porto de Antonina.