Comunidade se une pelo fim das vazadas

Audiência pública reuniu autoridades, sindicatos e mostrou a união em prol de um mesmo objetivo

por Redação JB Litoral
16/03/2017 15:33 (Última atualização: 16/03/2017)

A data de 14 de março de 2017 foi considerada um dia importante para que a cidade de Paranaguá comece a resolver o problema das vazadas (termo usado quando bicas de caminhões graneleiros são abertas com o objetivo de derramar parte da carga em vias públicas para ser roubada). Isso porque, no Sindicado dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Paranaguá, aconteceu uma audiência pública, proposta pela Câmara Municipal de Paranaguá, para discutir diferentes questões de uma mesma situação com caminhoneiros, representantes sindicais e de empresas transportadoras, além de autoridades policiais e personalidades políticas local e do Estado.

A mesa dos debates contou com o presidente da Câmara Municipal de Paranaguá, Marcus Antônio Elias Roque (Marquinhos Roque – PMDB), com o vereador Adriano Ramos (PHS), o qual foi propositor da audiência e mediador dos trabalhos no local, além do prefeito Marcelo Roque, do deputado estadual, Nelson Luersen (PDT), o qual é o coordenador da frente parlamentar do transporte rodoviário na Assembleia Legislativa do Paraná, como também do comandante da Polícia Militar em Paranaguá, César Kamakawa, do delegado Marcelo Lemos, da subdivisão de furtos e roubos de cargas, do diretor da Administração dos Portos, Paulo Dalmav, e o anfitrião do evento, o líder sindical, Gilberto Costa da Cruz

O encontro teve por objetivo a apresentação do grave cenário atual das vazadas, situação que vem deixando a cidade de Paranaguá no topo da lista das regiões em que o motorista de caminhão se desinteressa em ir para fazer o transporte de cargas. Segundo o motorista Ismail Bisson, isso ocorre porque não é pequeno o número de caminhoneiros que enfrentam sérios problemas com a insegurança e a desestrutura para o recebimento e circulação de caminhões na cidade. “A verdade é uma só: não há segurança, não há estrutura para o caminhoneiro que traz a carga que vai ser escoada pelo Porto de Paranaguá. Assim que passamos o pedágio as mãos começam a suar frio porque já sabemos o que nos espera aqui embaixo”, disparou. Para o motorista, a audiência pública foi importante para chamar a atenção a um tema que precisa ser levado muito à sério pelas autoridades. “Esperamos que daqui em diante as coisas mudem, pois do contrário os problemas vão ser ainda piores”, avisa.

O presidente da Câmara de Vereadores, Marquinhos Roque, lembrou o episódio da construção do viaduto na PR 407, quando houve uma intensa mobilização da comunidade parnanguara para resolver um problema junto à concessionária Ecovia, a qual se recusava a fazer obras para a efetiva segurança dos moradores dos bairros que margeiam à PR. “Foi um momento de rara união dos parnanguaras para um objetivo em comum, algo semelhante ao que aconteceu nesta audiência, que é a busca pela realização de uma infraestrutura capaz de colocar um fim na insegurança existente em avenidas que dão acesso ao Porto de Paranaguá”, observou. “Precisamos que um movimento como aquele de 2013, que se iniciou na Câmara Municipal de Paranaguá, volte a figurar na cidade para que vejamos, desta vez nas vias de acesso ao porto, melhorias estruturais capazes de acabar com este crime das vazadas. A Câmara, por meio dos seus vereadores, cumpre seu papel de ser a voz da população junto as demais autoridades que podem, devem e precisam desenvolver ações que resultem em melhorias para a população”, discursou.

O vereador Adriano frisou que o problema das vazadas, além de econômico, é de natureza ambiental, social e de segurança, pois, segundo ele, não são poucos os casos de motoristas que estão sendo intimidados, com armas de fogo, para que seja facilitado o roubo da carga pelos bandidos. “É preciso dar um basta nesta situação que já mancha a imagem de Paranaguá no meio do transporte rodoviário brasileiro. Mas, por outro lado, fico satisfeito com a participação das autoridades neste chamamento que fiz para esta audiência, pois, nesta ocasião, identificamos um interesse coletivo para que as vazadas tenham um fim em Paranaguá e os motoristas possam trabalhar tranquilamente em nossa cidade”, concluiu.
 

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Durante a audiência, houve quem se manifestasse pedindo a presença de mais policiamento nas principais regiões onde há o crime de roubo de cargas na cidade. Foi neste momento que o comandante do 9º Batalhão da PM, César Kamakawa, informou, em primeira mão, que o governo estadual está em vias de fechar um convênio com a Appa, para a criação de um pelotão portuário. “É algo que vem sendo pedido por todos aqueles que anseiam por mais segurança no transporte de cargas em Paranaguá.  Por isso, o efetivo da PM será aumentado e com as tratativas que estamos tendo com o Porto vamos viabilizar escoltas dos caminhões do pátio de triagem até o momento da descarga”, avisou.  

Outro resultado da audiência foi a confirmação dada pelo prefeito Marcelo Roque que vai atender ao pedido feito para que todas as empresas transportadoras, localizadas em Paranaguá, se adequem em estrutura para receber os caminhões, bem como também recebam uma fiscalização mais rigorosa a respeito do pagamento de impostos. O objetivo é impedir a existência de transportadoras ilegais na cidade e que promovam o transporte ilegal de cargas. “Sou prefeito para resolver os problemas da cidade e se demandas são apresentadas, tenho por obrigação buscar resolvê-las”, afirmou.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Paranaguá

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