Conta de luz dos paranaenses sobe 36,4% a partir de segunda

Segundo a Aneel, a medida é para compensar o fim dos repasses do Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

por Redação JB Litoral
27/02/2015 17:00 (Última atualização: 27/02/2015)

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira (27) um reajuste extraordinário de 36,4% na conta de luz já a partir da próxima segunda-feira (2). O aumento é o quarto maior entre as 58 concessionárias do país que terão reajustes. Segundo a Aneel, a medida é para compensar o fim dos repasses do Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que criou um rombo da ordem de R$ 23 bilhões que será rateado entre todos os consumidores brasileiros.

Também começa a valer na semana que vem os novos valores para as bandeiras tarifárias, que permite a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia. Além da revisão extraordinária, as distribuidoras também passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão.

Segundo a Aneel, a revisão leva em consideração diversos fatores, como o orçamento da CDE deste ano, o aumento dos custos com a compra de energia da Usina de Itaipu – por causa da falta de chuvas -, o resultado do último leilão de ajuste – que aumentou a exposição das distribuidoras ao mercado livre – e o ingresso de novas cotas de energia hidrelétrica.

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 A revisão extraordinária está prevista nos contratos de concessão das distribuidoras, e permite que a Aneel revise as tarifas para manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato, quando forem registradas alterações significativas nos custos da distribuidora, como, por exemplo, modificações de tarifas de compra de energia, encargos setoriais e de uso das redes elétricas. Na tarde de hoje, a Aneel também aprovou o orçamento da CDE para este ano, que prevê repasse de R$ 22 bilhões para a conta dos consumidores de energia. Entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, várias empresas solicitaram a revisão extraordinária, por causa da falta de chuvas e a maior necessidade de compra de energia de termelétricas, que é mais cara.

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