Em meio aos escombros, mofos e baldes para aparar as goteiras, a servidora pública Dulcemaria Nunes de Souza, responsável pela limpeza do local, expressou sua decepção com a atual situação do Teatro Municipal Raquel Costa, que foi interditado no início desta semana pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur) de Paranaguá.

“Já vi muitos eventos aqui e muitos me marcaram. Quando tínhamos eventos aqui, era muito bom. Trabalhamos bastante, mas também nos divertimos muito”, relembrou Dulcemaria, que está na função há 25 anos e trabalha no teatro há mais de um ano.
Decepcionada com a falta de manutenção, ela destacou os problemas graves que o teatro enfrenta, como a infestação de pombos, infiltrações e até o desabamento de parte do teto. “Teve evento que tivemos que tirar a água da parte de cima da plateia com rodo”, contou.
“Foi um período muito difícil e triste, mas estamos com esperança. Agora, aguardamos ansiosamente pela reforma, para que possamos retomar os eventos com tudo”, completou a servidora.
Abandono
“Parece que os vampiros da política estiveram por aqui”, declarou o prefeito Adriano Ramos (Republicanos), utilizando uma metáfora para descrever a negligência com o patrimônio público, durante coletiva de imprensa no local. Ele explicou que, assim como um vampiro suga sem devolver, a gestão anterior não cuidou adequadamente do que é de todos, principalmente do Teatro Raquel Costa.
Além dos problemas estruturais, como infiltrações e o acúmulo de água em várias áreas do teatro, a falta de energia no local também chamou a atenção, o que aumentou o risco de danos elétricos.
Reforma
Adriano destacou que a Secultur já está tomando as medidas necessárias para garantir que o teatro seja recuperado. Porém, ele salientou que o prazo para a conclusão do processo licitatório é de aproximadamente 90 dias, desde que não haja impugnações.
Durante esse período, algumas atividades culturais e eventos que normalmente acontecem no teatro podem ser suspensos ou transferidos para outros locais, no entanto, o prefeito disse que o grande desafio é a falta de um espaço alternativo que atenda à demanda da cidade.