Filme sobre pintor suíço que viveu na Ilha de Superagui será exibido em Matinhos


Por Assessoria de Imprensa

O filme que conta a história do pintor suíço William Michaud (1829 –1902), que viveu boa parte de sua vida na Ilha de Superagui, em Guaraqueçaba, será exibido na próxima quinta-feira (12/12), às 21h30, durante a 6ª edição da Conane Caiçara (Conferência Nacional de Alternativas para uma nova educação), no Auditório Juliano Fumaneri Weiss, na UFPR Litoral, em Matinhos.

Dirigido pela cineasta paranaense Karla Nascimento, o documentário ficcional “As Cartas de William Michaud” narra a história do artista que entrou para história devido às suas telas que retratavam com perfeição a natureza e todas as suas belezas. O filme foi selecionado para dois importantes festivais internacionais de cinema: Medellín International Film Festival, realizado na Colômbia em fevereiro deste ano, e no Flickers’ Rhode Island International Film Festival, nos Estados Unidos, em 2023.

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1/2 O filme foi gravado em Superagui, em Guaraqueçaba. (Foto: Ampler Cine – TV – Novas Mídias)
2/2 O filme foi gravado em Superagui, em Guaraqueçaba. (Foto: Ampler Cine – TV – Novas Mídias)

Sobre Michaud

Entre 1848 até o final de sua vida, Michaud viveu no Brasil, sendo a maior parte do tempo em Superagui, no município de Guaraqueçaba, – onde chegou em 1954. Nesse período, ele escreveu mais de 70 cartas à sua família que vivia na Europa. As mensagens eram acompanhadas de desenhos e aquarelas produzidos por ele. Gravado em Vevey, na Suíça, na Ilha de Superagui e nas cidades da Lapa e São José dos Pinhais-PR, o filme tem como fio condutor a narrativa verídica do suíço sobre a história do conturbado Brasil do final do século XIX.

O pintor escreveu sobre sua vida durante a Proclamação da República Brasileira, que, para ele, pareceu uma “cena teatral”, sobre os conflitos envolvendo as diferentes etnias no país, e detalhou também os acontecimentos da revolução federalista, em especial no Litoral do Paraná.

“É importante dizer também que o que o diferencia de tantos outros imigrantes cujo destino foi parecido, é o fato de ele ter deixado, por meio de suas cartas e pinturas, um legado que nos permite, após mais de cem anos, aproximar-nos dele e de seu tempo”, explica Karla. Um fato curioso que será contado no filme é que as cartas de William Michaud eram enviadas dentro de um pedaço de bambu para não serem amarrotados pelos correios durante os dois meses que levavam até chegar à Suíça.

Exibição do filme “As Cartas de William Michaud”

Trailer do filme:

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