Desde janeiro, mais de 10 toneladas de cocaína já foram apreendidas no Porto de Paranaguá, mais que o dobro de 2018

por Redação JB Litoral
15/09/2019 19:40 (Última atualização: 24/02/2020)

Megaoperações contra o tráfico de drogas no Porto de Paranaguá, realizadas pela Portos do Paraná, Polícia Militar e Polícia Federal, e intensificadas com a entrada da nova gestão, em 2019, têm resultado em um aumento significativo nos confiscos neste ano. Até o dia 06 de setembro, foram realizadas 18 apreensões de cocaína, que totalizam 10.75 quilos escondidos em contêineres carregados de cargas que seriam embarcadas legalmente. O destino do entorpecente varia, mas portos da Holanda, Bélgica, França e Espanha estão entre os países que receberiam a substância embarcada por Paranaguá.  

Somente na última semana, duas apreensões foram realizadas, na terça (03) e na quinta-feira (05), que somam 921 quilos da droga apreendida no porto. Na terça, a equipe da Seção de Vigilância Aduaneira da Receita Federal (SAVIG) confiscou cerca de 165 quilos de cocaína, que estava escondida dentro de um contêiner carregado com frango congelado, que seria embarcado para o Porto de Rotterdam, na Holanda. O entorpecente foi localizado porque o lacre do Ministério da Agricultura estava violado, indicando um possível ilícito.

Na quinta, a mesma equipe encontrou 756 quilos de cloridrato de cocaína, que é a forma mais pura, em sacos carregados com amendoim, que seriam transportados em contêiner para o Porto de Algeciras, na Espanha. O método utilizado pelos traficantes internacionais é conhecido como rip-on/rip-off, que consiste em colocar bolsas contendo entorpecentes, de forma clandestina, junto à mercadoria, no interior do contêiner, pouco antes do embarque, sem o conhecimento do dono da carga.

Segundo o Chefe da Unidade Administrativa de Segurança Portuária, Major César Kamakawa, a tecnologia é uma grande aliada no combate ao tráfico de drogas.

Os equipamentos de scanner, aliados ao trabalho de fiscalização constante e a atuação da Receita Federal, fizeram com que as apreensões aumentassem 13 vezes neste ano”, explica.

A droga vai de navio
 

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O confisco está batendo recordes no Brasil, Estados Unidos e na Europa, isto porque, em escala global, a demanda pelo pó é maior e, também, existe o avanço da fiscalização nas zonas portuárias. Se aproveitando do grande volume de cargas movimentadas, os traficantes escondem a substância entre o carregamento e, por isto, o Porto de Paranaguá, o maior porto graneleiro da América Latina, faz parte das principais rotas internacionais.

No ano passado, as interceptações de cocaína em Paranaguá totalizaram 4,8 toneladas. Neste ano, as apreensões já ultrapassam 10 toneladas – valor que é mais que o dobro de todo o volume recolhido em 2018.

De acordo com o Auditor Fiscal da Receita Federal, Carlos Samways, até o momento, ninguém foi preso. Mas, segundo o Delegado do órgão, Gerson Zanetti Faucz, em entrevista à imprensa, é esperado, em breve, um desfecho para estes casos. “Os entorpecentes apreendidos em Paranaguá são provenientes dos países andinos, entre eles Peru, Bolívia e Colômbia, e entram no Brasil via terrestre e aérea, depois percorrem nossas estradas e chegam ao Porto de Paranaguá pela BR-277. Eles entram no terminal ocultamente, em algum veículo, e são inseridos clandestinamente em um contêiner previamente escolhido pela quadrilha”, explica.

Ele afirma que, após a apreensão, todas as informações quanto à droga e ao crime de tráfico internacional são repassadas à Polícia Federal, que prossegue com as investigações. “Acreditamos que, em breve, teremos um desfecho para estes casos”, diz.

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